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Fertilizantes sobem 13% em GO, às vésperas do início da safra
Segundo especialista, as previsões de aumento de plantio, em função das boas cotações de soja e milho, irão impactar ainda mais nos preços dos fertilizantes
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FAEG
24/08/2012

O preço médio dos fertilizantes em Goiás no primeiro semestre de 2012 teve elevação de 13,5%, comparado ao mesmo período de 2011, o que impactou os custos totais de produção de diversas culturas, já que os adubos representam, em média, 25% dos custos totais da produção agrícola. A análise é do assessor técnico da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás para a Área de Fertilizantes, Alexandro Alves.

Segundo o especialista, as previsões de aumento de plantio, em função das boas cotações de soja e milho, irão impactar ainda mais nos preços dos fertilizantes. Os preços já subiram em média 2% em julho comparado a junho. O fechamento médio de preços foi de R$ 1.272,16 a tonelada de fertilizante no mês de julho, 13,5% mais caro comparado ao preço médio de julho do último ano.

Mesmo assim, Goiás registrou um grande volume de aquisição de fertilizantes feito de forma antecipada e quem pôde aproveitar o momento apropriado para fazer a aquisição com certeza irá receber bons dividendos na próxima safra. “Os preços estiveram 8,8% mais caros no primeiro trimestre desse ano, mesmo assim, comparado às médias históricas do segundo semestre e o atual momento altista nos preços internacionais, foi um bom negócio a antecipação das compras por parte de alguns produtores”, calculou.

Segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), a quantidade de fertilizantes entregues até julho está 3,5% maior. As importações cresceram 23,8% em julho. As matérias-primas para os fertilizantes em Goiás tiveram, em média, uma alta de 1,5%, com destaque para o aumento expressivo de nitrato de amônia (10,4%). Já os formulados tiveram alta de 2,4%.

O comportamento do mercado não dá intenções de baixas para os próximos meses. O fluxo de navios no hemisfério norte já começa a se intensificar nos portos brasileiros e problemas em função de greves de fiscais poderão trazer muitos contratempos. Atualmente, 150 navios estão parados nos portos brasileiros gerando um custo de R$ 12 milhões diários, o que impactará o preço final de diversos produtos, inclusive fertilizantes.

Nessa véspera de início de safra há uma preocupação evidente com relação ao aumento ainda maior de preços de outros insumos básicos como sementes e defensivos. “A principal alternativa é antecipar ao máximo as compras de insumos e tentar otimizar o uso do produto nas lavouras utilizando instrumentos que promovam essa otimização como a análise completa de solo e equipamentos bem regulados”, orienta Alexandro.

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