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Controle biológico em fruteiras e morango
Projeto Imbicont aprimora Manejo Integrado de Pragas (MIP) em fruteiras e morango
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Esalq
14/09/2012

A fim de potencializar os intercâmbios entre o Brasil e outros países, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) tem lançado vários editais para fomentar projetos de pesquisa colaborativos. Um deles, iniciado recentemente, o IMBICONT, foi idealizado conjuntamente pelo professor Ítalo Delalibera Junior, do Departamento de Entomologia e Acarologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ) e pela dinamarquesa University of Copenhagen.

Financiado pela FAPESP e pelo The Danish Council for Strategic Research (DCSR), órgão de fomento dinamarquês, o projeto pretende aprimorar o controle biológico para o Manejo Integrado de Pragas (MIP) em fruteiras e morango, e será realizado simultaneamente por uma equipe no Brasil e na Dinamarca.

Como pesquisador responsável pelo projeto, o professor Delalibera explica que um dos objetivos do projeto é expor a viabilidade do uso do controle biológico. “A gente tem desenvolvido bastante coisas, algumas delas estão no mercado. A ESALQ tem essa tradição. Os primeiros produtos microbianos para o controle de pragas registrados no Brasil foram desenvolvidos aqui”, afirma o professor. 

Apesar de o clima da Dinamarca ser temperado e o do Brasil ser tropical, a cultura do morango é comum entre os dois países. “O morango apresenta muitos problemas com resíduo de pesticidas químicos e a principal praga aqui também é um problema importante nos países nórdicos. Apesar de o Brasil ser um dos países que mais usa controle biológico em grande escala e áreas extensas, esse ainda não é o caso desta cultura”.

O projeto foi iniciado nesse primeiro semestre, terá duração de três anos e realizará intercâmbios de alunos entre Dinamarca e Brasil. No dia 13 de agosto, houve a primeira reunião do IMBICONT na ESALQ. Nela, o professor Ítalo reuniu-se com os pesquisadores da Dinamarca Jorgen Eilenberg, Annette Bruun Jensen, Lene Sigsgaard e Jen Erik Orum, da Noruega Ingeborg Klingen e dos EUA Richard Humber, além do representante do Consulado Dinamarquês Ander Odegaard Christiansen. “Nós nos encontramos para a elaboração do projeto em um congresso internacional e, desde então, temos algum contato por Skype. Mas essa foi a primeira reunião presencial para definirmos as partes mais importantes, já que o projeto está começando agora”, explica Delalibera.

No final desse ano e no ano que vem, serão realizados workshops e reuniões na Dinamarca, envolvendo treinamentos de controle biológico, das quais participarão estudantes esalqueanos.  Segundo o professor, a ideia da FAPESP e do órgão de fomento dinamarquês é aumentar a integração, não somente visando resolver problemas agrícolas e controle de praga, mas estabelecer uma relação de longo prazo institucional que aumente o intercambio estudantil. “Um componente importante do projeto é a parte de treinamento e intercambio estudantil. Há alunos de doutorado meus que vão ser co-orientados por professores na Dinamarca, assim como eu co-oriento estudantes de lá”, afirma.

O projeto foi dividido em três pacotes tecnológicos, os Work Packages. O primeiro consiste em avaliar a diversidade e utilizá-la de maneira estratégica. “Não pensamos apenas em desenvolver produtos, mas manter o equilíbrio que existe na natureza”, afirma Delalibera. O segundo pacote abrange uma área mais aplicada, a efetivação do controle biológico e o terceiro é uma análise de custo e benefício, sobre a economicidade do uso do controle biológico desenvolvido no projeto. Para cada um dos Work Packages há um coordenador brasileiro e um dinamarquês.

O pacote econômico é coordenado pela professora Silvia Helena Galvão de Miranda, do Departamento de Economia, Administração e Sociologia (LES). O professor Gilberto José de Moraes, do Departamento de Entomologia e Acarologia (LEA), também está liderando algumas atividades na área de implementação do controle biológico. “Há pós-doutorandos da ESALQ coordenando algumas áreas do projeto. Temos também uma parceria com o Instituto Federal do Sul de Minas, onde está nossa base nos estudos de morango. Na parte de citrus temos também colaboração de algumas empresas”, explica Delalibera.

De acordo com o professor, os estudos estão na primeira fase, mas já existem atividades complementares feitas no laboratório. “Há outro projeto chamado BERRYSYS, financiado por um órgão federal de fomento norueguês, no qual trabalhamos comparando condições de sistemas de produção de morango no Brasil e na Noruega. Portanto, já temos alguns dados, inclusive nossos parceiros noruegueses vieram participar da reunião aqui do IMBICONT e vão ser colaboradores”, conclui.

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