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     27/10/2020            
 
 
    

Na operação do trator, alguns danos podem ocorrer à saúde física e mental do operador, porém, com os devidos recursos podemos evitar ou pelo menos minimizá-los. Um desses riscos é o ruído que a máquina produz durante o seu funcionamento e a exposição do trabalhador ao mesmo sem nenhuma proteção, pode acarretar sérios danos a sua saúde auditiva.

Segundo a NR-15, para um período de exposição diário de 8 horas, o máximo de ruído que o operador pode ficar exposto é de 85dB(A), qualquer nível de ruído superior a esse caracteriza a atividade como insalubre.

Para atenuar o ruído proveniente do trator agrícola são utilizados os protetores auriculares. No mercado, existem diversos modelos, o que é bastante interessante, pois caso um operador não se adapte a um modelo, o mesmo pode ser substituído, porém, essa escolha irá variar em função de diversos pontos a considerar como:

a) O tempo médio diário de ruído a que o operador é exposto ao longo dos dias de trabalho, não apenas ao ruído gerado pelo motor do trator;
b) A necessidade de comunicação que o operador terá na atividade que estiver realizando, como por exemplo, perceber um sinal de advertência ou ouvir o mesmo;
c) A compatibilidade do protetor auricular com um ou mais EPI;
d) Os níveis de temperatura e umidade do local de trabalho. Por exemplo: Para o uso em ambientes úmidos e com temperaturas mais elevadas os plugs de inserção são mais cômodos que os abafadores tipo concha;
e) Qualquer limitação ocasionada pelas características do mesmo ou das atividades físicas que este realiza;
f) A capacidade auditiva do operador. Para aquele que tiver alguma deficiência auditiva deve ser fornecido um tipo especial ou um abafador com menor nível de atenuação;

Os protetores auriculares são classificados como:

 

 

 

 

Um dos erros comuns na escolha do protetor auricular é a escolha de abafadores que possuam a maior atenuação de ruído possível, porém essa é uma prática errada, a correta atenuação deve ser feita com base nos níveis de exposição recomendados pela NR-15.

Abafadores com alto poder de atenuação podem expor o operador a certos riscos, pois podem evitar que o mesmo escute determinados sons ou ruídos, como sinais de advertência, podendo prejudicar até mesmo a conversação.

Os operadores devem participar da escolha do tipo de protetor auricular, pois isso irá ajudar a evitar a rejeição pelo mesmo. 

Não avalie apenas a redução de ruídos dos abafadores. Realize uma avaliação de outras características, como conforto e durabilidade, pois estes também são pontos importantes.

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Para fins comerciais e/ou profissionais, em sendo citados os devidos créditos de autoria do material e do Jornal Dia de Campo como fonte original, com remissão para o site do veículo: www.diadecampo.com.br, não há objeção à reprodução total ou parcial de nossos conteúdos em qualquer tipo de mídia. A não observância integral desses critérios, todavia, implica na violação de direitos autorais, conforme Lei Nº 9610, de 19 de fevereiro de 1998, incorrendo em danos morais aos autores.
Eduardo Maciel
05/09/2013 - 17:40
Lembrando que não existe até o momento tratamento para Perda auditiva induzida por ruído. O fundamental, além da notificação que dará início ao processo de vigilância em saúde, é o acompanhamento da progressão da perda auditiva por meio de avaliações audiológicas periódicas (AUDIOMETRIA). Essas avaliações podem ser realizadas em serviço conveniado da empresa onde o trabalhador trabalha ou na rede pública de saúde, na atenção secundária ou terciária, que dispuser do serviço. A reabilitação pode ser feita por meio de ações terapêuticas individuais e em grupo, a partir da análise cuidadosa da avaliação audiológica do trabalhador. Esse serviço poderá ser realizado na atenção secundária ou terciária, desde que exista o profissional capacitado, o fonoaudiólogo.

Fonte:
- Ministério da Saúde. Perda auditiva induzida por ruído (Pair). Brasília, 2006. (http://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/140perda_auditiva.html)

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