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     31/03/2026            
 
 
    

O consumo brasileiro de milho pipoca tem aumentado exponencialmente, nos mostrando um mercado promissor que só cresce no país e que ainda depende da importação para atender a sua demanda de consumo. Anualmente, o Brasil produz 80 mil toneladas de milho pipoca, que é plantado principalmente por pequenos produtores, com exceção de alguns poucos grandes produtores, que utilizam a irrigação para ter o produto sempre em oferta, visando empresas empacotadoras do produto para o comércio.

Da mesma espécie botânica que o milho comum (Zea mays L.), o milho pipoca é um tipo de milho que tem como características principais: grãos duros, alaranjados, pequenos, arredondados e com a capacidade de estourar devido a uma pressão formada dentro do grão, quando aquecidos em torno de 180ºC.

Para atender as exigências do mercado consumidor, o produtor deve estar atento à qualidade dos grãos do milho pipoca, que são avaliados levando em conta o índice de capacidade de expansão (ICE), que se relaciona diretamente com a maciez da pipoca e com o número de piruás (grãos que não estouram durante o aquecimento), sendo que, quanto maior o ICE, mais macia é a pipoca, e quanto menor o ICE, maior a incidência de piruás.

Diante dos muitos desafios que o produtor tem ao conduzir essa cultura, é necessária uma boa seleção de sementes a serem cultivadas. Uma semente de qualidade para milho pipoca deve ter capacidade de expansão acima de 21 mL\mL, e acima de 26 mL\mL a pipoca é considerada de excelente qualidade. Como exemplo prático, um copo cheio de grãos de milho pipoca deve produzir 26 copos de grãos estourados sem deixar piruás.

De uma forma geral, o milho pipoca apresenta condições e épocas de cultivo semelhantes às do milho comum. Os principais problemas da cultura do milho pipoca observados no Brasil são: acamamento e quebramento do colmo, agravado pela necessidade de colheita dos grãos com umidade abaixo de 18%; podridão de grãos causada pelo excesso de chuva no período pós-maturação; alta severidade de doenças foliares, exigindo intenso controle químico; ataque de lagarta no cartucho e na espiga, demandando várias aplicações de defensivos agrícolas; danos mecânicos na colheita e secagem do grão; e armazenamento em condições inadequadas para conservação da umidade dos grãos. Dentre estes problemas, o dano mecânico é o principal fator a comprometer o ICE.

Apesar das dificuldades ao manejar a cultura, a tecnologia está disponível a favor do produtor, possibilitando mais uma alternativa para o aumento da rentabilidade da propriedade rural.

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