
O recurso ‘água’ tem sido central em debates nas últimas décadas, pois ao mesmo tempo em que significa a preservação da vida, vem sofrendo um processo acelerado de degradação das suas características físicas, químicas e biológicas.
Na Conferência das Nações Unidas sobre a Água e Meio Ambiente, realizada em 1992, em Dublin (Irlanda), foi declarado o princípio de que a água é um recurso finito e vulnerável ao qual deve ser atribuído valor econômico, com o intuito de preservá-la.
Mas, antes disso, em 1972, a Conferência das Nações Unidas realizada em Estocolmo (Suécia) foi a primeira a colocar o tema do meio ambiente na agenda política internacional, estabelecendo, em seus princípios, a necessidade de preservar e controlar os recursos naturais por meio do planejamento e da gestão integrada.
O desenvolvimento de pesquisas para embasar o planejamento e a gestão integrada da água deve ser prioridade de institutos de pesquisa, especialmente aqueles localizados na Amazônia, onde os recursos são abundantes, o que dificulta a percepção de finitude, da possibilidade de escassez da água.
As bases científicas para a realização de prognósticos da qualidade da água, processos de gestão e mitigação de impactos ambientais, como a recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs), são possíveis por meio de estudos integrados dos aspectos econômicos e socioambientais.
A Embrapa tem priorizado estudos sobre o uso sustentável da água e do solo e sobre a recuperação de APPs, cujo objetivo é propor medidas de manejo e ações mitigadoras, visando à recuperação e à reabilitação das áreas impactadas. Estas ações, se bem executadas, podem resultar em maior controle da poluição e melhor qualidade da água e do ambiente.
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