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Tecnologia    
Proposto instituto de ciência e tecnologia para o Matopiba
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Clenio Araujo, Embrapa Pesca e Aquicultura
30/11/2015
Foi apresentada na última quinta-feira, 26 de novembro, em Palmas-TO proposta de criação do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) do Matopiba, a mais recente área de expansão da agropecuária brasileira. Essa é uma das ações que estão sendo pensadas para colaborar com o desenvolvimento da região, que envolve quase todo o estado do Tocantins e parte dos estados do Maranhão, do Piauí e da Bahia.
 
Quem apresentou a proposta foi Waldecy Rodrigues, pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Federal do Tocantins (UFT). Segundo ele, "O INCT é uma construção institucional, é uma articulação feita no Brasil na busca de excelência em alguns temas relevantes e significativos pra ciência, tecnologia e inovação". O pró-reitor acrescentou que "a ideia é constituir um ambiente de inovação, juntar forças e esforços em direção à geração de conhecimento e inovação na área estratégica".
 
Waldecy mostrou que existe hoje uma concentração dos institutos nacionais nas regiões Sul e Sudeste do país; o Tocantins não conta com INCT. E por que criar um instituto desses para o Matopiba? "A gente quer desenvolver competências científicas e tecnológicas pra agregar valor e criar novos produtos. Mas competências locais, a partir de matérias-primas renováveis, considerando, obviamente, o desenvolvimento sustentável. A nossa proposta é que essas pesquisas, essas inovações sejam inovações geradas pra grande produção agrícola, mas também pra agricultura familiar".
 
Seminário
A proposta do novo INCT foi mostrada durante o seminário Planejamento, Inovação, Ciência e Tecnologia para o Matopiba. Quem também esteve presente foi Kátia Abreu, ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Ela fez um panorama do Matopiba, citando os três focos iniciais de trabalho na região: a infraestrutura; o apoio à pesquisa, à tecnologia e à inovação; e o fortalecimento da classe média rural. Dentro dessa lógica, a proposta do instituto enquadra-se no segundo foco.
 
A ministra falou sobre a renda per capita anual em diferentes níveis: no Brasil, é de quase R$ 20.000,00; na região Norte, R$ 12.700,00; no Nordeste, R$ 9.600,00; e no Matopiba é de R$ 7.900,00. Ela falou ainda da divisão dos produtores da nova região agropecuária brasileira: "de todos os produtores que nós temos no Matopiba, nós temos apenas 1.051 produtores nas classes A e B, nós temos 14.500 produtores na classe média, nós temos 35.000 produtores na classe D (que são considerados pobres pelo IBGE), mas nós temos 200.000 produtores no Matopiba na classe E, considerados muito pobres".
 
O chefe geral da Embrapa Pesca e Aquicultura, Carlos Magno Campos da Rocha, também esteve no seminário. Segundo ele, "nos últimos dez anos, a produção de peixe no mundo aumentou 65%. E isso inclusive (a produção de peixe), ou seja, a aquicultura, pode se tornar uma política de contenção da pesca predatória". Sobre o Matopiba, Carlos Magno entende que "nós não podemos nos dar ao luxo, com a quantidade de informações e de conhecimento que nós temos hoje, de cometermos os mesmos erros que a gente cometeu em outros tipos de Cerrados".
 
Durante o seminário, houve manifestação de pessoas contrárias à configuração que está sendo desenhada para o Matopiba. Um dos manifestantes é Paulo Gonçalves, da Organização Não-Governamental (ONG) Alternativas para a Pequena Agricultura no Tocantins. De acordo com ele, "a expansão do agronegócio no Matopiba vai acabar com a única região ainda preservada do Cerrado brasileiro, o que é um problema extremamente sério nas questões biológicas, nas questões de biodiversidade e nas questões da água".
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