O processo de ocupação de solos tropicais, como o amazônico, é feito por meio da derruba e queima da vegetação. O manejo inadequado do fogo tem sido responsável pela devastação de grandes áreas de floresta e outras formas de cobertura vegetal, gerando importantes problemas sociais e ambientais, como a diminuição da qualidade do ar a perda de plantios e de áreas protegidas com alta diversidade biológica.
Repetidas queimadas levam à perda de nutrientes e de matéria orgânica, à degradação do solo e ao declínio da produtividade agrícola.
Ações devem ser direcionadas para implantação de medidas que possam evitar as queimadas ou amenizar os impactos resultantes das mesmas.
A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), por exemplo, tem realizado pesquisas e transferência de tecnologias visando à diminuição ou total eliminação do uso do fogo. O objetivo é desenvolver e validar sistemas de produção, gerar informações e resultados científicos sobre plantios que permitam o uso do solo por mais tempo, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, sistemas agroflorestais comerciais e sistemas florestais.
A substituição gradual do fogo por sistemas permanentes de uso do solo contribui para a redução do desmatamento e para a eliminação ou redução significativa do fogo, além da produção de madeira, frutos, geração de renda e trabalho por maior período de tempo.
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