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A Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) – Regional de Registro, SP, implantou no Sítio Japuiquera, localizado no município de Pariquera-Açu, o Projeto CATI Leite na criação de búfalas leiteiras. Iniciado em fevereiro de 2014, o trabalho desenvolvido com a raça Murrah tem demonstrado grandes resultados na região do Vale do Ribeira na bubalinocultura.
De acordo com a CATI Regional Registro, pelo menos 300 criadores de búfalas estão distribuídos em pequenas propriedades na região do Vale do Ribeira atualmente.
As melhorias na produção envolveram: a implantação de pastejo rotacionado de capim tangola; o curral e a sala de ordenha também foram remodelados, o que promoveu maior eficiência do manejo e qualidade de leite; um controle leiteiro também precisou ser realizado, o que resultou em uma seleção dos melhores animais e o descarte dos improdutivos.
“A Secretaria, por meio da sua área de extensão rural, tem buscado formas de otimizar a produção, em especial nas pequenas e médias propriedades, por meio de técnicas que aumentam a produtividade. O governador Geraldo Alckmin enfatiza a necessidade de ajudarmos os pequenos produtores a serem mais eficientes, campeões”, destacou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim.
Os técnicos da CATI Regional Registro fizeram o acompanhamento do programa sanitário e também do programa reprodutivo por monta natural e Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), com auxílio da ultrassonografia para exames ginecológicos e diagnóstico de gestação.
O engenheiro agrônomo Eduardo e o produtor Rodrigo avaliam o manejo da pastagem.
“Inicialmente, a criação era extensiva e com baixa produtividade. O apoio dos técnicos da Coordenadoria me ajudou a estruturar e a melhorar imensamente a minha produção”, afirmou o produtor Rodrigo Zanella Muniz, que hoje conta com 37 cabeças, entre bezerros, novilhas e touros, e obtém uma média de 150 litros de leite por dia.
De acordo com o médico veterinário Diego Cavalcante de Souza, entre as particularidades na criação de búfalas leiteiras na região, está na adaptação da espécie ao clima mais quente e úmido, com áreas mais alagadas (áreas de várzea). “As búfalas se adaptam melhor ao nosso clima, em relação à criação bovina, motivo pelo qual os produtores têm investido mais nessa atividade aqui no Vale do Ribeira”, explicou o extensionista.
Outra observação mencionada pelo técnico da CATI é sobre a qualidade do leite produzido. Diego ressaltou que, apesar de a produção ser menor em relação ao gado bovino, a quantidade de sólidos – gorduras e proteína – é maior na criação de búfalas. “Esse tipo de leite é melhor aproveitado para a produção de queijo nos laticínios, o que tem gerado um ótimo retorno aos produtores da região”, acrescentou.
O outro técnico responsável pelo projeto, engenheiro agrônomo Eduardo Soares Zahn, destacou que após os resultados obtidos por meio desse primeiro trabalho do CATI Leite em criação de búfalas, outros produtores já passaram a implantar o mesmo sistema na região. “As técnicas do Projeto aplicadas na bubalinocultura são praticamente as mesmas das utilizadas na criação bovina, com apenas alguns detalhes e cuidados específicos aplicados à raça, porém os resultados são tão satisfatórios quanto os demais”, afirmou.
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