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FAPESP e Embrapii oferecem R$ 40 mi em apoio a pesquisas para inovação
Ideia é unir forças para a revitalização da capacidade de inovação do sistema industrial paulista e brasileiro
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Diego Freire, Agência FAPESP
01/09/2016

A FAPESP assinou ontem (31/08) com a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) um acordo de cooperação que prevê a destinação de R$ 40 milhões para o financiamento de pesquisas em colaboração entre empresas e universidades ou institutos no Estado de São Paulo.

A FAPESP e a Embrapii – organização social ligada aos ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) – dividirão em partes iguais o investimento ao longo de cinco anos. A participação da Fundação se dá no âmbito do Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE).

Participaram da cerimônia o presidente da FAPESP, José Goldemberg, o presidente do Conselho de Administração da Embrapii e membro do Conselho Superior da FAPESP, Pedro Wongtschowski, o diretor-presidente da Embrapii, Jorge Guimarães, o diretor-presidente do Conselho Técnico Administrativo e o diretor científico da FAPESP, respectivamente, Carlos Américo Pacheco e Carlos Henrique de Brito Cruz.

Jorge Guimarães apresentou na ocasião o modelo de financiamento da organização, destacando que “a parceria com a FAPESP é um passo importante para o desenvolvimento da capacidade inovadora em São Paulo e no país”.

“A base da atuação da Embrapii é a cooperação com instituições de pesquisa científica e tecnológica, públicas ou privadas, a partir das demandas do setor empresarial. Para isso, financiamos até 1/3 das despesas das unidades com projetos realizados em parceria com empresas, enquanto o restante dos custos é dividido entre outras partes. Com a entrada da FAPESP, abrem-se vários novos caminhos para essa colaboração, como o financiamento de áreas que não são cobertas pelos recursos da Embrapii, a exemplo da aquisição de equipamentos. Isso diminuirá o peso da empresa no esforço para inovar”, declarou.

José Goldemberg destacou que, “além dos recursos, a Fundação traz para essa parceria sua capacidade já amplamente estabelecida e reconhecida de apoiar a pesquisa no Estado de São Paulo, cada vez mais engajada em unir forças para a revitalização da capacidade de inovação do sistema industrial paulista e brasileiro”.

Para a coordenação das atividades do acordo, FAPESP e Embrapii formarão um comitê gestor de cooperação, constituído por dois representantes de cada uma das partes. O comitê vai identificar os temas de interesse da parceria e definir as diretrizes para submissão e avaliação de propostas interessadas no financiamento.

Além dos recursos alocados pelo acordo, cada projeto selecionado deverá ser cofinanciado por uma empresa parceira. A instituição-sede deverá disponibilizar contrapartida econômica conforme as regras do PITE e do Manual de Operação das Unidades Embrapii.

Inovação em São Paulo
De acordo com Pedro Wongtschowski, a Embrapii apoia atualmente 130 projetos, dos quais apenas 18 são executados no Estado de São Paulo.

“Apesar de São Paulo ter sete unidades da Embrapii, a capacidade do Estado para inovação está sub-representada. O acordo com a FAPESP certamente aumentará a presença e a participação das unidades locais e vai ao encontro do objetivo de fortalecer a união entre a academia e o setor industrial paulista, visando a criação de novos produtos e processos no estado”, disse ele.

FAPESP e Embrapii já são parceiras no apoio ao desenvolvimento de próteses ortopédicas customizadas de ligas de nióbio-titânio e titânio-nióbio-zircônio (leia mais em agencia.fapesp.br/23724). O trabalho é desenvolvido no âmbito do PITE pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) em parceria com a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) e a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD).

Além do PITE, Carlos Henrique de Brito Cruz, destacou outros programas e iniciativas da FAPESP para apoio à colaboração entre universidades e empresas.

“Ao lado do PITE, temos o programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), que já apoiou milhares de iniciativas em empresas de menor porte, e os centros de pesquisa financiados pela FAPESP sediados em institutos de pesquisa e universidades no Estado de São Paulo, além de uma série de outras iniciativas que estimulam o desenvolvimento de inovação e aumentam efetivamente a competitividade”, disse ele.

Brito Cruz destacou os cinco Centros de Pesquisa Aplicada Colaborativa já constituídos, parceria da FAPESP com as empresas Peugeot-Citroën, BG, GSK e Natura e universidades e institutos, que deverão receber apoio por dez anos. “É essa experiência muito bem sucedida que trazemos para a mesa no acordo com a Embrapii, coma expectativa de que isso contribua, também, para o aumento da presença da organização e de suas unidades no Estado de São Paulo”, disse.

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