
O Programa de Educação Ambiental e Agricultura Familiar (PEAAF) do Ministério do Meio Ambiente foi elaborado especificamente para o público envolvido no segmento da atividade agrícola. A ideia é buscar estratégias para o enfrentamento da problemática rural por meio do desenvolvimento de ações educativas.
Projetos da Embrapa desenvolvidos ‘em’ e ‘com’ comunidades rurais na região amazônica buscam trabalhar os aspectos sociais, ambientais e econômicos e a cooperação entre pesquisadores e agricultores para prevenção e correção de impactos ambientais. Nesse contexto, a Educação Ambiental é primordial. Educação (educare, educere) tem o propósito de “conduzir para fora”, ou seja, levar o indivíduo de um ponto a outro, em um processo para transformação da realidade.
Os projetos desenvolvidos apresentam, de uma forma geral, os seguintes aspectos: diagnóstico inicial; utilização de metodologias participativas; processos educativos de sensibilização; formação de parcerias institucionais; reflexões com as comunidades acerca da realidade vivenciada e uso de tecnologias acessíveis.
A Educação Ambiental (EA) não formal é um instrumento de gestão ambiental eficaz para a sensibilização e capacitação dos agricultores. A EA não formal refere-se a toda atividade organizada, sistemática e educativa que se realiza fora do marco do sistema oficial, sendo dirigida a grupos particulares da população, marcada por ações voltadas à sensibilização acerca das questões ambientais.
As atividades de EA, juntamente com outros instrumentos estratégicos, buscam compreender a realidade ambiental e permitem a integração de conhecimentos da família/comunidade ao conhecimento dos pesquisadores, o que leva a uma ação apropriada às condições locais. Em tais ações, são considerados o acompanhamento e a avaliação de cada ação e seu respectivo resultado de acordo com o planejamento definido. Considera-se também a capacitação, a qual irá empoderar a comunidade para tomar decisões, alocar recursos, iniciar ou encerrar atividades, avaliar ações, mudar caminhos.
O foco é desenvolver um processo educativo dinâmico que leve a novas posturas em relação ao meio ambiente. Nesse processo, a comunidade precisa observar que os encontros estão desencadeando ações, as quais proporcionam melhoria da qualidade de vida local. Dessa forma, é possível disponibilizar alimentos para a família e para o mercado, preservar os recursos naturais e evitar sanções restritivas estabelecidas na legislação ambiental vigente.
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