dia de campo

a
Esqueceu a senha?
Quero me cadastrar
     05/12/2020            
 
 
    
Sustentabilidade      
Emater PR apresenta tecnologia para produção mais limpa de morango
Sistema gera redução de até 80% no uso de agroquímicos, racionalização do uso da água e dos nutrientes, maior produtividade e retorno econômico por área plantada
Comente esta notícia Envie a um amigo Aponte Erros Imprimir  
Emater PR
17/05/2017

A Emater PR vai promover até o final de maio, na Região Metropolitana de Curitiba, três dias de campo para mostrar uma nova tecnologia de produção de morango que diminui o uso de venenos. A técnica também torna o trabalho do agricultor com a plantação mais fácil e economiza água para a irrigação.

Batizado como sistema semi-hidropônico, apenas em Mandirituba, ele já é adotado por 45 famílias atendidas por técnicos do Instituto, com produção anual de 300 mil quilos de frutos. O primeiro treinamento acontece nesta quarta-feira (17), em Mandirituba, e os outros dois em São José dos Pinhais (24) e em Araucária (31).

"Temos um fruto mais limpo, redução de até 80% no uso de agroquímicos, racionalização do uso da água e dos nutrientes, maior produtividade e retorno econômico por área plantada. Temos, ainda, a diminuição do impacto ambiental e maior cuidado com a saúde do produtor, que realiza todas as práticas de cultivo e colheita em pé e não agachado", explica o extensionista Sílvio Galvan.

João de Ribeiro Reis Júnior, coordenador regional da Emater, explica que no sistema tradicional o produtor cultiva o morangueiro em canteiros de terra. No modelo semi-hidropônico, o plantio é feito em sacos plásticos (slabs), cheios de substrato, que ficam suspensos por uma bancada em ambientes protegidos, como as estufas. "O substrato, totalmente livre de contaminação, é um material que fornece os nutrientes que a planta necessita. Ele é feito com casca de arroz carbonizada, turfa, vermiculita e casca de pinus misturados numa proporção que garanta uma boa retenção da água e aeração para as raízes e tenha decomposição lenta. O produtor pode comprar ou produzir o insumo no seu próprio seu sítio."

Economia
O extensionista da Emater relata também que o sistema agora recomendado pela Emater traz vantagens econômicas quando comparado ao sistema convencional. "Apesar de ter um custo mais elevado na implantação, os benefícios acabam compensando. O agricultor, por exemplo, não precisa fazer rotação de cultura na área de produção, os tratos culturais são feitos em pé e o novo ciclo de produção é estabelecido com a troca dos slabs a cada dois ou três anos, sendo que em caso de infecção ele pode eliminar apenas o slab contaminado. As plantas são protegidas das chuvas e do sol forte e a ventilação impede estabelecimentos de doenças. O período de colheita é estendido por mais tempo".

Apresentando números, Reis explica que os produtores que adotam o sistema semi-hidropônico tem um custo médio de produção de R$74,00 por metro quadrado, contando o investimento em toda a estrutura. "A produção tem ficado na faixa de 11,4 quilos de morango por metro quadrado num ano, produto que é vendido por algo próximo de R$114,00. Esse resultado mostra que em um ano o produtor pode recuperar tudo o que gastou e ainda ficar com um bom dinheiro no bolso".

Alternativa
O técnico Sílvio Galvan, comenta que a tecnologia tem beneficiado várias famílias da região que lidavam com a produção de frangos de corte e que ficaram em situação difícil após o frigorífico que comprava a produção falir. "Muitas delas tinham investido na construção dos barracões e ficaram com dívidas. Realidade muito complicada. A produção do morango semi-hidropônico apareceu como alternativa, exigindo apenas algumas adaptações para transformar o aviário em um ambiente de cultivo".

Variedade

O Paraná tem 723 hectares ocupados com a cultura do morangueiro. A atividade é desenvolvida por aproximadamente 1,3 mil famílias. Entre as espécies frutíferas cultivadas no Estado, ela ocupa o terceiro lugar na geração de receitas, chegando a R$164 milhões por ano.

A região metropolitana de Curitiba é responsável por 32% da safra paranaense da fruta, com 199 hectares cultivados. Araucária e São José dos Pinhais concentram quase 25% desta produção.

Os três dias de campo devem receber cerca de 500 produtores. Para o primeiro evento, que acontece em Mandirituba, já foram computadas 200 inscrições.

Mais informações
Sílvio Galvan (Emater/Mandirituba) Telefone: (41) 36261337 ou 9 9962 4417
João Reis (Emater/Curitiba) Telefone: (41) 3210 4011

Aviso Legal
Para fins comerciais e/ou profissionais, em sendo citados os devidos créditos de autoria do material e do Jornal Dia de Campo como fonte original, com remissão para o site do veículo: www.diadecampo.com.br, não há objeção à reprodução total ou parcial de nossos conteúdos em qualquer tipo de mídia. A não observância integral desses critérios, todavia, implica na violação de direitos autorais, conforme Lei Nº 9610, de 19 de fevereiro de 1998, incorrendo em danos morais aos autores.
Ainda não existem comentários para esta matéria.
Para comentar
esta matéria
clique aqui
sem comentários

Conteúdos Relacionados à: Fruticultura
Palavras-chave

 
11/03/2019
Expodireto Cotrijal 2019
Não-Me-Toque - RS
08/04/2019
Tecnoshow Comigo 2019
Rio Verde - GO
09/04/2019
Simpósio Nacional da Agricultura Digital
Piracicaba - SP
29/04/2019
Agrishow 2019
Ribeirão Preto - SP
14/05/2019
AgroBrasília - Feira Internacional dos Cerrados
Brasília - DF
15/05/2019
Expocafé 2019
Três Pontas - MG
16/07/2019
Minas Láctea 2019
Juiz de Fora


 
 
Palavra-chave
Busca Avançada