dia de campo

a
Esqueceu a senha?
Quero me cadastrar
     19/11/2018            
 
 
    
Notícias  
Dia Nacional do Cerrado: o berço das águas do Centro-Oeste
Comente esta notícia Envie a um amigo Aponte Erros Imprimir  
Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário
12/09/2018

Nesta terça-feira (11), foi celebrado o Dia Nacional do Cerrado. A data foi instituída pelo Decreto Presidencial não numerado de 20 de agosto de 2003, e tem por objetivo incentivar a preservação do bioma, caracterizado pela vegetação esparsa com árvores baixas, retorcidas, de casca grossa e com folhas verdes e pelas grandes reservas subterrâneas de água doce que abastecem grandes aquíferos e bacias hidrográficas, entre elas a Amazônia, Mata Atlântica e o São Francisco.

O Cerrado, concentrado em sua maioria no Centro-Oeste do Brasil, é a esperança para a geração de recursos hídricos do país. O bioma é considerado o berço das águas e tem importância estratégica para o abastecimento e manutenção de uma rica biodiversidade.  Ele está presente em 13 estados (um quarto do território nacional). O bioma é a segunda maior vegetação da América do Sul, ocupando uma área de 2,4 quilômetros quadrados, cerca de 22% do território e responsável por 30% da biodiversidade nacional, além de ser um importante elo entre outros quatro biomas brasileiros (Amazônia, Caatinga, Mata Atlântica e Pantanal).

O Cerrado comporta a maior diversidade do continente em termos de espécies nativas. Possui uma vasta extensão territorial, pela posição geográfica privilegiada, pela heterogeneidade vegetal, e por ser cortado pelas três maiores bacias hidrográficas da América do Sul. Ocupando áreas de clima tropical, com duas estações alternadas bem marcadas (a seca, que ocorre no inverno e a chuvosa, no verão), o Cerrado é composto por variações de formações campestres até formações florestais como: campo sujo, cerradão, campos cerrados, cerrados stricto sensu ou campo limpo.

A diversidade de cada uma de suas paisagens mantém determinado nível de relações ecológicas que a distingue das demais, seja ao nível de ciclagem de nutrientes, produção de biomassa, ou mesmo balanço hídrico e energético. O bioma possui vegetação com a presença de árvores pequenas, arbustos, lembrando a vegetação da savana africana. Entre as espécies vegetais que o caracterizam, estão o barbatimão, o pau-santo, a gabiroba, o pequizeiro, a sucupira, o pau-terra, a catuaba, o indaiá e o pepalantus. Entre as espécies da fauna, destacam-se os gaviões, o tamanduá-bandeira, o cachorro-vinagre, o lobo-guará, várias espécies de tatu, além da onça-parda e da onça-pintada.

Depois da Mata Atlântica, o Cerrado é o ecossistema brasileiro que sofreu mais alterações com a ocupação humana. O bioma é considerado um dos 25 ecossistemas do planeta com alto risco de extinção. Segundo cálculos realizados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) restam apenas 34,22% das áreas nativas remanescentes do Cerrado.

Além dos aspectos ambientais, o cerrado tem uma grande importância social. Muitas populações sobrevivem de seus recursos naturais. O gestor ambiental e pós graduado em ecologia e intervenções ambientais, Filipe Henrique de Abreu Robatini, de 27 anos, faz referência de que o cerrado é um dos biomas mais incríveis, por conta do clima desértico tem-se uma grande variedade de fauna e flora. “Temos uma beleza diferente do normal, temos árvores tortas e secas e em meio a tudo isso muitas árvores frutíferas e flores de cores vivas. Infelizmente perdemos muito da beleza do cerrado e da biodiversidade”, argumenta.

Já o produtor rural, Mario Zinato Santos, de 68 anos, nascido e criado em uma fazenda no interior de São Paulo, só esteve no meio urbano do Centro-Oeste anos mais tarde. Ele informa que sempre foi agricultor e que na primeira oportunidade, há quase 40 anos, comprou sua primeira propriedade rural e descobriu que era o que queria para o resto da vida. Há mais de 30 anos, produziu soja, milho e feijão no Distrito Federal. Hoje dedica-se a produção de leite.

“Produzimos na fazenda milho, soja e capim para o sustento do gado leiteiro. Hoje a produção de leite é em média 12 mil litros por dia e a maior parte é vendida para grandes empresas, via cooperativas” justifica.

Mas o grande diferencial do produtor rural está na autosustentabilidade. Consciente de que tecnologias sociais são um dos meios para salvar o cerrado, replicando tecnologias limpas, ele utiliza o bioma sem extinguir os seus recursos. “Hoje 50% de nossa produção de milho e capim para silagem, é matéria orgânica de nossa compostagem, nosso ambiente é sustentável do qual sou totalmente favorável.”, afirma.

A preservação é o caminho para a manutenção de sua importância e características, que fazem do cerrado uma das regiões mais ameaçadas do planeta.

Aviso Legal
Para fins comerciais e/ou profissionais, em sendo citados os devidos créditos de autoria do material e do Jornal Dia de Campo como fonte original, com remissão para o site do veículo: www.diadecampo.com.br, não há objeção à reprodução total ou parcial de nossos conteúdos em qualquer tipo de mídia. A não observância integral desses critérios, todavia, implica na violação de direitos autorais, conforme Lei Nº 9610, de 19 de fevereiro de 1998, incorrendo em danos morais aos autores.
Ainda não existem comentários para esta matéria.
Para comentar
esta matéria
clique aqui
sem comentários

Conteúdos Relacionados à: Notícia
Palavras-chave

 
09/10/2018
EsalqShow 2018
Piracicaba - SP
06/11/2018
V Congresso Brasileiro de Recursos Genéticos
Fortaleza - CE


 
 
Palavra-chave
Busca Avançada