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Abacaxi      
Monitoramento de pragas pode reduzir o uso de inseticida em 90%
Acompanhando a plantação, produtor faz a aplicação em área específica e somente quando a cochonilha estiver presente em mais de 1% das plantas
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Juliana Royo
21/10/2013

Até pouco tempo atrás, os produtores de abacaxi eram orientados a aplicar inseticidas na plantação em sistema de calendário. A aplicação era feita três vezes no segundo, quinto e oitavo mês de cultivo, havendo ou não infestação dos insetos-praga. No entanto, além de deixar resíduos no abacaxi e poluir o solo, os produtores precisavam gastar muito dinheiro com os químicos. Hoje em dia, já se sabe que o sistema de calendário é ultrapassado e a melhor opção para o agricultor é fazer o monitoramento das pragas. Com o acompanhamento da plantação, o produtor consegue saber exatamente em que áreas está tendo problemas com as pragas, identificá-las desde o início e tomar as medidas necessárias.

Em propriedades de até cinco hectares, o produtor deve escolher dez pontos da plantação, de forma distribuída, e analisar 50 plantas por cada área escolhida, totalizando um total de 500 plantas observadas. Se o nível de infestação ultrapassar 1% das 500 analisadas, ou seja, cinco plantas com sintomas de presença de praga, só então deve ser feita a aplicação com inseticida e apenas na área em que foi detectada a concentração do problema. Para propriedades acima de cinco hectares, o procedimento é o mesmo. Só que, ao invés de dez pontos, o produtor vai analisar 20, também com 50 plantas por área, totalizando mil materiais em observação.

— O abacaxi tem duas principais pragas: a cochonilha e a broca do fruto. A cochonilha, por si só, não causaria um dano tão grave em se alimentar do abacaxi, mas o problema é que ela transmite um vírus à planta que causa a murcha do abacaxi. Tem casos em que até 90% de plantas de uma propriedade são atacadas por este vírus transmitida pela cochonilha. Nós orientamos que o produtor faça mensalmente uma avaliação da sua propriedade, caminhando em zigue-zague para observar a presença da murcha — explica o entomologista Nilton Sanches, pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical.

O sintoma inicial é o aparecimento de vermelhidão das folhas do abacaxizeiro. No estágio mais avançado, a folha fica amarelada e com a ponta dobrada. No estágio final, a planta seca por completo. O início de tudo isto está nas raízes das plantas. Se o produtor notar a vermelhidão nas folhas e olhar as raízes da planta, vai observar que elas estão mortas, causando problemas nas folhas, porque a planta não consegue mais se sustentar e absorver todos os nutrientes necessários. O entomologista diz que o maior cuidado deve ser na hora da compra, em que o produtor deve escolher as mudas mais sadias possíveis.

— Existem inseticidas, mas se o produtor utilizar o método de monitoramento ele só vai aplicar o inseticida nas áreas em reboleiras. Temos um caso de um monitoramento no ano passado em 20 propriedades no qual apenas uma ou duas precisaram da aplicação. Se formos colocar na ponta do lápis, o produtor iria aplicar quase uma tonelada de inseticidas nestas áreas se fosse usar o sistema de calendário e com o novo sistema usamos apenas 60 gramas em reboleiras. Esse é o sucesso do trabalho: fazer o controle localizado — destaca Sanches.

Reportagem exclusiva orinalmente publicada em 11/08/2010

Clique aqui, ouça a íntegra da entrevista concedida com exclusividade ao Jornal Dia de Campo e saiba mais detalhes da tecnologia.
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