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Frutas    
Produção integrada melhora qualidade do alimento
Fruticultores da Amazônia são incentivados a incorporar técnicas sustentáveis de produção e criar padrão mais seguro e saudável
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Pedro Zuazo
12/08/2010

Incentivar a produção de alimentos seguros e cultivados através de práticas sustentáveis. Esse é o objetivo da Embrapa Amazônia Ocidental que, em parceria com a REATA (Rede de Agricultores Tradicionais do Amazonas), assiste e orienta os fruticultores locais para que trabalhem com a produção integrada de frutas no sistema agroflorestal. A produção integrada já é praticada pela maioria dos produtores que visam a exportação, mas quando a demanda é o mercado interno as exigências com o padrão de qualidade diminuem. Além de garantir segurança e qualidade ao alimento, a produção integrada reduz os custos e os impactos ambientais da lavoura.

De acordo com o engenheiro florestal Silas Garcia, da Embrapa, produção integrada é um conceito que prega a interação entre várias práticas, configurando um sistema de produção multidisciplinar. O principal objetivo desse sistema é incorporar, às práticas do traddicional sistema agroflorestal, disciplinas de agricultura sustentável.

— Para produzir uma cultura você utiliza adubos químicos, agrotóxicos, herbicidas e todos esses insumos comerciais. Na produção integrada de sistemas agroflorestais adota-se um parâmetro mais agroecológico, então os insumos são reduzidos e substituídos por insumos orgânicos, por exemplo. O trabalho é justamente sistematizar essas práticas para que sejam aplicadas na produção de determinado produto — explica.

No Amazonas ainda não existe nenhuma fruta com certificação de origem, mas a produção integrada pode ser o primeiro passo para o reconhecimento dos produtos locais. Na região, o trabalho está sendo desenvolvido com produtores de abacaxi, laranja e cupuaçu, cujos cultivos são baseados no uso de adubação orgânica, inseticidas naturais e interação das plantas com outras espécies para que possam diminuir a entrada de insumos externos.

A iniciativa gera vantagens econômicas e ambientais mas, na opinião de Garcia, o maior benefício é o novo padrão de qualidade que terão os produtos da região.

— Nós já buscávamos um padrão para nossos produtos destinados ao mercado externo, mas estávamos carentes de um sistema de produção para o nosso mercado local. Então vejo a produção integrada como um processo de padronização do padrão de qualidade e uma possibilidade de oferecer ao consumidor brasileiro produtos agropecuários mais sustentáveis, saudáveis e certificados — diz o pesquisador.

Clique aqui, ouça a íntegra da entrevista concedida com exclusividade ao Jornal Dia de Campo e saiba mais detalhes da tecnologia.
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