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O uso de silício na agricultura é uma ferramenta eficaz no combate às doenças das plantas. O elemento é um dos principais beneficiadores de monoculturas como a cana, o arroz e outros cereais. Ele fortalece a parede celular das plantas e ativa nelas mecanismos de defesa contra vários patógenos causadores de doenças, como fungos e bactérias. A aplicação pode ser feita no solo, para chegar à planta através do sistema radicular, ou diretamente na folha, para formar uma película protetora no tecido vegetal.
O silício é um elemento abundante na natureza, mas nem todas as fontes estão disponíveis para as plantas. O mercado, entretanto, já oferece vários produtos à base de escórias de siderurgia – resíduos da fabricação industrial – que são os silicatos de cálcio, que têm a função de disponibilizar o silício para as plantas. Os produtos são gerados a partir de resíduos das indústrias de ferro, aço e rochas naturais, que são fornecedoras de silício.
Embora nem todas as espécies de plantas respondam positivamente à aplicação do produto no solo, o silício, em geral, torna as plantas mais resistentes. De acordo com o pesquisador Fabrício Ávila Rodrigues, professor do Departamento de Fitopatologia da UFV e coordenador do V Simpósio Brasileiro Sobre Silício na Agricultura, além de controlar doenças o elemento oferece um potencial de controle de insetos praga.
— Na cultura do sorgo, por exemplo, o silício tem grande efeito no controle do pulgão. No caso da cana, ele se mostrou eficiente no controle da broca da cana. São os dois principais exemplos que temos do efeito positivo dele na redução de danos causados por insetos pragas — exemplifica Rodrigues.
Os melhores resultados de uso do silício foram registrados em experimentos realizados com a rizicultura. Considerada uma planta modelo, o arroz absorve até 10% de silício na matéria seca, o que faz com que a planta apresente resistência a quase todas as doenças quando há grande disponibilidade de silício no solo. Entre as doenças combatidas pelo silício estão a brusone, a mancha parda e a xanthomonas, de ocorrência específica no sul do País.
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