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Pequi      
Pequi: mais que uma simples alternativa
Da produção de conservas para consumo ao reflorestamento de áreas degradadas no Cerrado, as multi-utilidades da espécie geram renda
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Breno Fonseca
18/01/2011

Cinco espécies frutíferas do Cerrado vem sendo estudadas há dez anos pela Empresa Matogrossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer). Entre jatobás, cagaitas, cumbarus e jenipapos, os pequis se destacam no reflorestamento de áreas degradadas e no consumo animal e humano. A pesquisa é desenvolvida em Cuiabá, em uma área de um hectare, e relata os experimentos com as espécies desde o plantio até a coleta da fruta, passando pelo desenvolvimento da planta, com a análise da altura, espessura do tronco, adubação e avaliação de produtividade. 

Fruto de casca espinhosa, o pequi pode ser utilizado na culinária. Geralmente, seu florescimento ocorre durante os meses de agosto a dezembro. No Estado do Mato Grosso, a maturação começa em janeiro e é encerrada em março. Com a produção média de dois mil frutos por ano, o pequizeiro começa a produzir em seu quinto ano de idade e atinge o ápice de produtividade em 10 anos. Segundo a bióloga Lozenil Carvalho Frutuoso, pesquisadora da Empaer, a vantagem do pequi é oferecer produtos que complementem a renda do pequeno agricultor.

– A ideia da pesquisa surgiu a nível nacional para regiões degradadas com espécies oriundas do Cerrado. E o pequi, além de tudo, fornece frutos comestíveis, ricos em vitaminas, utilizados na medicina, na área de cosméticos, setores madeireiros. Os produtores devem acreditar em seu cultivo. A maioria dos agricultores que estão, hoje, no Mato Grosso vem da região Sul do país. Eles desconhecem a riqueza das espécies do Cerrado. O que temos visto é que, por desconhecimento, essas plantas são derrubadas. Se esses produtores forem esclarecidos, poderão investir nos pequizeiros, recuperando áreas e agregando valor à terra – exalta Lozenil.

Por ser nativa do Cerrado, o pequizeiro é adaptado a solos empobrecidos e a altas radiações solares. Por serem de alto porte, as árvores devem se plantadas com espaçamento de 10m entre si. Desta forma, é possível fazer uma condução mais bem feita, com a retirada dos galhos inviáveis para as plantas, com o controle de insetos e cupins. Lozenil acrescenta que é possível, até mesmo, realizar o cultivo consorciado do pequizeiro com espécies de leguminosas, que não são tão exigentes quanto à luminosidade.

Dados da Empaer revelam que o pequi comercializado no Mato Grosso é todo coletado no chão, apresentando frutos maduros e prontos para o consumo. Altamente calórico e perfumado, com gosto adocicado, o pequi é usado como condimento, é rico em vitamina A e C e sua polpa contém uma boa quantidade de óleo comestível. A pesquisadora da Empaer informa que, atualmente, o litro do fruto vale R$6 na região.

Para maiores informações, basta entrar em contato com a Empaer pelo telefone (65) 3613-1700. 


 

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Adão Cabral
19/01/2011 09:43:51
Aconteceu na pequena cidade de Palmeirais-PI, no ·ltimo final de semana(14 16/01/2011)o II Pequi Fest, evento de divulgaþÒo da culinßria Ó base de pequi(pratos doces e salgados) e palestras tÚcnicas sobre o pequi no ambiente, dentre outras atividades. Este foi o segundo ano do festival, e por sinal, bastante aceito pela populaþÒo local e regional.

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