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Abóbora      
Melhoramento para as morangas em pesquisa
Abóboras e jerimuns possuem as mesmas técnicas de cultivo, que deve ser feito antes das chuvas em quaisquer das regiões brasileiras
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Breno Fonseca
20/01/2011

As pesquisas em melhoramento ainda são iniciativas isoladas. Com 88,2 mil hectares em território brasileiro, as plantações de abóbora e jerimum tem destaque na região Nordeste, nos Estados do Maranhão, Sergipe, Pernambuco e Bahia, e em São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Diante da falta de incentivo à pesquisa em desacordo com o alto consumo no Brasil, a Embrapa Hortaliças inicia, este ano, um projeto que visa obter cultivares resistentes às principais doenças da cultura, aproveitando o patrimônio genético de abóboras e jerimuns presentes em diversas regiões.

As variedades mais utilizadas comercialmente no país foram desenvolvidas entre os anos 70 e 80 e, atualmente, a cultura depende da importação de sementes híbridas japonesas do tipo tetsukabuto. Por isso, a Embrapa Hortaliças irá desenvolver híbridos nacionais que tenham condições de competir com os materiais importados, com o melhoramento focado na produção de frutos maiores, de casca mais escura e com mais sementes. Uma das parceiras no projeto, a Embrapa Tabuleiros Costeiros tem um trabalho de diferenciação das abóboras e dos jerimuns, também conhecidos como as tradicionais morangas.

Segundo a pesquisadora Semíramis Ramalho Ramos, é possível identificar as espécies pela forma de inserção do pedúnculo nos frutos. Enquanto que, na abóbora, essa inserção tem cinco partes, nos jerimuns, esse formato é cilíndrico. Além disso, a parte interior de ambos os exemplares é diferente, sendo que, a primeira possui coloração laranja intensa e sementes marrons claro e a segunda, sementes brancas.

Os cuidados para o plantio são os mesmos, a depender da zona de cultivo. Semíramis explica que abóboras e morangas devem ser semeadas antes do início das chuvas, evitando nos Estados do Sul e Sudeste as épocas mais frias. O ambiente semiárido favorece a cultura por conta da luminosidade e alta temperatura, já que a abóbora não suporta temperaturas baixas. Todas essas características, de acordo com a pesquisadora, favorecem o plantio no Nordeste, que é fortemente associado à agricultura familiar.

— A produtividade está relacionada ao manejo que você confere à cultura. Se você tem sementes de boa qualidade, se fez uma adubação específica e necessária para a cultura, se a lavoura é bem cuidada desde o começo, a produtividade virá como consequência. Já verificamos agricultores colhendo 19, 20 toneladas por hectare, trabalhando com materiais tradicionais. Das cultivares convencionais, o ciclo de produção é de em torno de 100 a 120 dias. Dependendo da região, a época de plantio é variante, mesmo dentro da própria região Nordeste. O importante é que seja antes das chuvas — informa Semíramis.

A pesquisadora ainda destaca a importância da presença de abelhas nas lavouras, para a polinização, além da análise de solo, detectando a real necessidade de fertilização para que o agricultor não utilize nutrientes já presentes na terra. Em algumas áreas no Vale do São Francisco, são usados sistemas de irrigação por aspersão. Porém, os trabalhos ainda estão sendo desenvolvidos.

Para maiores informações, basta entrar em contato com a Embrapa Hortaliças pelo telefone (61) 3385-9000 ou com a Embrapa Tabuleiros Costeiros pelo (79) 4009-1300.

Clique aqui, ouça a íntegra da entrevista concedida com exclusividade ao Jornal Dia de Campo e saiba mais detalhes da tecnologia.
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