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     31/03/2026            
 
 
    

O conhecimento do destino ambiental de agrotóxicos é de fundamental importância para avaliar sua periculosidade ambiental. Quando utilizados na agricultura para proteção das plantas e, conseqüentemente, aumento da produtividade, os agrotóxicos podem ter como destino final o solo. Após chegarem ao solo, diversos são os processos responsáveis pela dissipação e transporte dos agrotóxicos como, por exemplo, a lixiviação e o escoamento superficial. A lixiviação corresponde ao movimento vertical do agrotóxico ao longo do perfil do solo juntamente com a água da infiltração proveniente da chuva ou irrigação. Já o escoamento superficial, corresponde ao transporte dos agrotóxicos na superfície do solo juntamente com a água e sedimentos provenientes da enxurrada. 

Com relação à contaminação dos recursos hídricos com resíduos de agrotóxicos, a lixiviação tem sido a principal responsável pela contaminação das águas subterrâneas e o escoamento superficial pela contaminação das águas superficiais. Diante das crescentes evidências de contaminação dos recursos hídricos por agrotóxicos, é urgente a necessidade de se avaliar os riscos de contaminações futuras. Uma das metodologias para esta avaliação consiste na realização de experimentos para estudo do potencial de lixiviação dos agrotóxicos em diferentes condições de clima e solo. Esses experimentos podem ser realizados através de diferentes métodos experimentais, tais como lixiviação em colunas, lisímetros ou experimentos em campo. Infelizmente, essas técnicas experimentais são onerosas, além de demandarem grande quantidade de tempo, considerando o grande número de cenários a serem avaliados nas condições brasileiras de solo, clima e tipos de agrotóxicos. Uma das soluções para avaliação do potencial de lixiviação de agrotóxicos permitindo baixo custo e maior rapidez na obtenção dos resultados tem sido a técnica da “modelagem matemática e simulação”. De forma simples, essa técnica permite que simule a lixiviação dos agrotóxicos nas condições em que são aplicados, através de um programa de computador, gerando informações sobre possíveis concentrações dos resíduos dos agrotóxicos a diferentes profundidades no solo. Com isso, tem-se informação sobre a profundidade máxima que estes compostos podem atingir. Além disso, esses programas permitem que se avalie, de forma rápida, o efeito de alterações no sistema estudado como, por exemplo, aumento do teor de matéria orgânica no solo, aumento das precipitações e época de aplicação dos agrotóxicos, com relação ao seu potencial de lixiviação e, conseqüentemente, de contaminação da água subterrânea.

Infelizmente, o Brasil ainda não faz uso desses programas de computador no processo de avaliação da periculosidade ambiental dos agrotóxicos. De forma diferente, a Comunidade Europeia e os Estados Unidos já o fazem há bastante tempo, exigindo inclusive que os resultados dessas simulações façam parte do processo de registro de um agrotóxico. Assim, o processo de avaliação da periculosidade ambiental de um agrotóxico a ser introduzido no país torna-se mais seguro pela possibilidade de avaliar o seu comportamento em diferentes cenários de solo e clima nos locais onde serão realmente usados. Diante disso, a Embrapa Agropecuária Oeste, em cooperação com a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), a Universidade Federal de Lavras (UFLA), a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e a Wageningen University and Research Centre (WUR-Holanda), desenvolve um projeto de pesquisa com objetivo de desenvolver um programa computacional com objetivo de simular a lixiviação de agrotóxicos em solos brasileiros. Assim, vislumbra-se, em breve, que esta ferramenta computacional possa ser utilizada pelo governo brasileiro na avaliação da periculosidade ambiental de agrotóxicos. Este projeto é financiado pela Embrapa/BID e CNPq/CT-HIDRO. No momento, o programa está em fase final de testes. O próximo passo será a comparação dos resultados gerados pelo programa com aqueles obtidos em experimentos no campo e laboratório, concluindo sobre a confiabilidade no uso da ferramenta computacional para avaliação de risco.                   

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