dia de campo

a
Esqueceu a senha?
Quero me cadastrar
     31/03/2026            
 
 
    

 

Apesar de a mandioca ser a base alimentar de grande parte da população brasileira, a produtividade média nacional está abaixo do potencial da cultura, tendo sido estimada em 2007 em torno de 14 t ha-1 (IBGE, 2009). A Bahia ocupa o primeiro lugar na produção de mandioca e apresenta uma produtividade média de 13,2 t ha-1. O Estado do Paraná, embora apresente área bem inferior à colhida na Bahia (menos da metade), no ano de 2007 ficou posicionado como segundo produtor nacional, apresentando uma produtividade média de 22,4 t ha-1. Os municípios do Extremo Sul da Bahia, a exemplo de Guaratinga, encontram-se em uma situação inferior à média nacional, com rendimentos em torno de 12 t ha-1.

No Extremo Sul da Bahia, a maioria dos plantios foi estabelecido com as variedades de mandioca brava Milagrosa e Caravela. Em trabalhos de introdução de variedades junto a assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) nos municípios de Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália, as variedades introduzidas apresentaram bom desenvolvimento na região e ótima aceitação pelos agricultores. O uso de variedades melhoradas e adaptadas às condições edafoclimáticas locais é um dos meios para se promover a melhoria do sistema de produção da cultura e aumentar o rendimento da mandioca na região. Este trabalho objetiva avaliar o comportamento de variedades locais e introduzidas de mandioca brava com os agricultores familiares do projeto de assentamento Lajedo Bonito, situado em Guaratinga, município do Extremo Sul da Bahia.

Em setembro de 2006, no projeto de assentamento Lajedo Bonito, em Guaratinga, foi instalado um experimento para testar diferentes variedades de mandioca brava. As variedades de mandioca brava testadas foram a Maraú, Platina, Cigana Preta, Crioula, Amansa Burro, Diamante, Mestiça, Salangor Preta, Irará (introduzidas pela Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical), Itapicuru, Piriquitinha, Pretinha e Caravela (coletadas na região pelos agricultores). Foram realizados os tratos culturais preconizados para região, com adubação baseada na análise de solo. Aos sete meses foram avaliados o estande e a altura de plantas. Em outubro de 2007, junto com os agricultores, foi realizada a colheita do experimento, na qual foram avaliados a altura de plantas, o peso de parte aérea, o peso de raiz, o rendimento em amido e a preferência pelas raízes na colheita (realizada com cinco agricultores individualmente). Aos dados foi aplicada a análise de variância e, em seguida, as médias foram comparadas por meio do teste de Scott & Knott a 5% de probabilidade.

Considerando o desenvolvimento das plantas, aos sete meses de idade, as variedades Cigana Preta, Crioula, Mestiça, Irará e Itapicuru apresentaram as maiores alturas, que variaram de 2,50 a 2,62 m, enquanto as demais apresentaram alturas variando de 2,25 a 1,77 m (Tabela 1).

Médias seguidas de mesma letra, na coluna, não diferem entre si pelo teste de Scott & Knott a 5% de probabilidade. **= significativo a 1% de probabilidade; *=significativo a 5% de probabilidade

Embora aos doze meses de idade a altura das plantas e o peso de ramas das variedades tenham apresentado uma grande amplitude de variação, essas diferenças não foram significativas estatisticamente e apresentaram valores médios de 2,81 m e 22,8 t ha-1, respectivamente.

O maior estande foi o da variedade Caravela (50 plantas), enquanto Piriquita apresentou o menor estande (39 plantas). Em termos de produtividade de raiz, Irará, Cachoeira e Itapicuru apresentaram as maiores produtividades, entre 34,7 e 36,6 t ha-1 (Tabela 1), resultado muito acima do observado na região Extremo Sul da Bahia, que é de 12 t ha-1 (IBGE, 2009). Não houve diferença significativa entre as variedades avaliadas para o rendimento em amido, entretanto os valores observados (média de 31,24%) são considerados adequados. Na preferência global dos agricultores durante a colheita das raízes, a variedade Maraú ficou em primeiro lugar, seguida por Irará e Itapicuru.


*Co-autores: Mauto de Souza Diniz, Nelson Luz Pereira e Jackson Lopes de Oliveira
Aviso Legal
Para fins comerciais e/ou profissionais, em sendo citados os devidos créditos de autoria do material e do Jornal Dia de Campo como fonte original, com remissão para o site do veículo: www.diadecampo.com.br, não há objeção à reprodução total ou parcial de nossos conteúdos em qualquer tipo de mídia. A não observância integral desses critérios, todavia, implica na violação de direitos autorais, conforme Lei Nº 9610, de 19 de fevereiro de 1998, incorrendo em danos morais aos autores.
Ainda não existem comentários para esta matéria.
Para comentar
esta matéria
clique aqui
sem comentários

Conteúdos Relacionados à: Melhoramento genético
Palavras-chave

 
11/03/2019
Expodireto Cotrijal 2019
Não-Me-Toque - RS
08/04/2019
Tecnoshow Comigo 2019
Rio Verde - GO
09/04/2019
Simpósio Nacional da Agricultura Digital
Piracicaba - SP
29/04/2019
Agrishow 2019
Ribeirão Preto - SP
14/05/2019
AgroBrasília - Feira Internacional dos Cerrados
Brasília - DF
15/05/2019
Expocafé 2019
Três Pontas - MG
16/07/2019
Minas Láctea 2019
Juiz de Fora


 
 
Palavra-chave
Busca Avançada