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Cultivares de soja da Embrapa: estabilidade de produção e rusticidade
No estande da Embrapa e da Fundação Meridional, uma equipe de profissionais apresentou as características de cultivares convencionais e transgênicas: BRS 283 e BRS 284 (que fazem parte do Programa Soja Livre), e BRS 245RR, BRS 295RR e BRS 316RR
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Embrapa Agropecuária Oeste
27/01/2012
Produtores rurais e outros profissionais do agronegócio puderam conhecer e se aprofundar nos conhecimentos sobre cultivares de soja da Embrapa durante o Showtec 2012, evento realizado pela Fundação MS de 25 a 27 de janeiro em Maracaju/MS. No estande da Embrapa e da Fundação Meridional, uma equipe de profissionais apresentou as características de cultivares convencionais e transgênicas: BRS 283 e BRS 284 (que fazem parte do Programa Soja Livre), e BRS 245RR, BRS 295RR e BRS 316RR.
 
Segundo o analista de Transferência de Tecnologia da Embrapara Agropecuária Oeste, Euclides Maranho, essas são as cultivares da Embrapa mais cultivadas na região centro-sul de Mato Grosso do Sul. Entre suas características estão a adaptabilidade à região e rusticidade, podendo ser cultivadas em meados de outubro até o fim de novembro.
 
A BRS 316RR, por exemplo, é resistente ao nematoide-de-galha, com rusticidade e estabilidade de produção. A BRS 295RR também possui bom potencial de produtividade e ainda promove economia em quantidade de sementes, já que se utiliza baixa densidade de plantas. 
 
No grupo de cultivares de soja convencionais da Embrapa, destacam-se no Showtec as BRS 283 e BRS 284. “As duas possuem hábito de crescimento indeterminado com possibilidade de cultivos no primeiro decênio de outubro. Além disso, é possível obter uma rentabilidade melhor com a convencional, já que a indústria da soja convencional oferece bônus, uma vez que o mercado internacional demanda por produtos de soja convencional”, disse Maranho. 
 
O coordenador Brasil do Programa Soja Livre e diretor técnico da Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados (Abrange), Ivan Paghi, exemplifica: “Toda a ração dos animais na Suíça é com alimentos não transgênicos. A maioria do mercado europeu busca por produtos de soja convencional”.
 
O agropecuarista Valdinei Antônio Romero Beloto possui, em Caarapó/MS, 600 ha cultivados com soja, sendo 520 ha das cultivares convencionais. Entre as convencionais, ele utiliza as BRS 282 e BRS 284 há três anos. “Têm uma boa resistência à seca. Outra vantagem é o custo/benefício, não precisa pagar royalties e o potencial produtivo é mais uniforme”.
 
Programa Soja Livre
 
O Programa Soja Livre começou na safra 2010/2011 em Mato Grosso. O objetivo é que, através de parcerias, sejam ampliadas a oferta de cultivares de soja convencional para atender a demanda do mercado por soja não modificada geneticamente. Em Mato Grosso do Sul, são parceiros a Abrange, Imcopa, Fundação Meridional de Apoio à Pesquisa Agropecuária e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), empresa vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
 
Atualmente, o programa possui parcerias também nos estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Goiás, Rondônia e, futuramente, Bahia. Em Mato Grosso do Sul, o lançamento do programa em MS aconteceu no Showtec. Paghi se diz surpreso com os produtores rurais do Estado. “Muitos que passaram por aqui já utilizam as convencionais e outros se interessando pelas cultivares. A BRS 284, por exemplo, é a campeã em produtividade em Mato Grosso do Sul, acima de 70 sc/ha”. (Sílvia Zoche Borges)
 
 
 
 
 
 
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