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     22/11/2017            
 
 
    

Atualmente o conhecimento acumulado pelas diferentes experiências de sucesso com o Plantio Direto permite a sua recomendação para qualquer tipo de exploração agrícola. É necessário seguir algumas premissas básicas para implantar o sistema corretamente e ter sucesso garantido. Em função dos diferentes impactos causados pelo uso contínuo da mobilização do solo e a sua exposição às chuvas torrenciais sabemos que as glebas apresentam baixa fertilidade em subsuperfície e “cicatrizes” de erosão espalhadas pela superfície. Assim como regra geral, uma ótima condição de implantação as atividades tem inicio duas ou três safras antes. Para tanto sugerimos os seguintes procedimentos:

1 – Ao escolher a gleba, realizar uma adequada amostragem de solos, colhendo amostras preferencialmente no final da safra de verão;

2 – O esquema de amostragem deve permitir obter uma boa coleta que represente a situação do solo na parte superior, no meio e na parte baixa do terreno. Uma boa amostra é composta de 15 a 20 pontos.

3 – É fundamental obter amostras de 0 a 20 e de 20 a 40 cm de profundidade, as amostras de superfície são para atender recomendações para fertilização de base, as amostras de profundidade é para atender a correção da acidez e o suprimento de cálcio, elemento fundamental para o desenvolvimento radicular.

4 – De acordo com os resultados das analises de solo, realizar logo ao final da safra de verão as aplicações de corretivos e fertilizantes;

5 – Imediatamente  após a aplicação dos corretivos, ainda no período de outono, iniciar a “sistematização do terreno” que são operações de mobilização do solo no sentido de incorporar corretivos e corrigir os “desarranjos de superfície”, eliminando picos e depressões através da gradagem de nivelamento;

6 – Retificar a malha de drenagem eliminando os pontos marcados por “cicatrizes” de erosão, construir as praticas conservacionistas necessárias para eliminar qualquer foco de escorrimento superficial dotando a área de práticas para condução das águas excedentes;

7 – Adequar toda malha viária (caminhos e carreadores) dotando-os de condições de trafegabilidade nos períodos chuvosos e drenos para condução adequadas das águas superficiais;

8 – Marcar talhões, carreadores e terraços em nível;

9 – Implantar a cultura de inverno focando a produção de cobertura morta para então iniciar o plantio direto no verão;

10 – Estabelecer um plano de rotação de culturas exequível e harmonioso com as possibilidades de comercialização do mercado regional;

11 – Estabelecer um plano de manejo fitossanitário;

12 – Estabelecer um plano de monitoramento das propriedades do solo.

Em resumo, a implantação de um Sistema Plantio Direto na Palha sempre deve começar no preparo de outono, plantio convencional da cultura de inverno e se concretiza com a implantação da cultura de verão através da semeadura direta. A partir daí, a meta passa a ser “nunca mais revolver”, qualquer cultura vai bem no Sistema Plantio Direto na Palha.

Artigo originalmente publicado em 23/10/2012

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Fernando Penteado Cardoso-
24/10/2012 - 17:30
Sugiro admitir que a cobertura inicial possa ser formada na primavera,nas primeiras chuvas,após as adaptações recomendadas: correção do relevo, correção da falta de cálcio, carreadores de serviço, quadras de plantio e outras.

Maurício Carvalho de Oliveira
25/10/2012 - 17:30
As diretrizes para o estabelecimento de um plantio direto de qualidade foram apresentadas de forma clara e didática.
Um dos aspectos que também julgo relevante, é o planejamento das culturas que serão consideradas na rotação. Esse tem sido um desafio principalmente para a região do Cerrado e Nordeste. Considerações essas que devem ter um olho no mercado e na produção de palha ou restos culturais. Precisamos ter em mente que Plantio Direto necessita de uma boa cobertura de solo, entre outros aspectos agronômicos.

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