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     04/07/2026            
 
 
    

A chamada supersafra brasileira de grãos tomou destaque nos principais veículos de comunicação, sejam eles especializados ou de massa. Os números realmente impressionam: 82 milhões de toneladas de soja e 76 milhões de toneladas de milho, conforme 6º Levantamento da Conab. Porém, faz-se necessária a reflexão sobre o resultado final de uma safra que inicialmente se desenhou especial, mas que pode levar a cenários não tão favoráveis.

Não gostaria debater o anunciado caos logístico que o país poderia passar. Hoje não mais se discute o possível caos, mas sim o tamanho do prejuízo que a falta de planejamento governamental perante os interesses agropecuários causará na balança comercial brasileira, esta que é extremamente dependente dos produtos oriundos do campo.

Acho oportuno trazer à tona como as escolhas feitas pelos produtores em meados de 2012 podem vir a impactar nosso bom e velho Sistema Plantio Direto. Não aquele SPD marqueteiro, estimado em mais de 30 milhões de hectares, mas que na verdade não cumprem seus antigos fundamentos. Mas sim ao SPD real, adotado pelos excelentes agricultores que balizam suas ações nas premissas de rotação de cultura, produção de palha, e uso racional de fertilizantes e defensivos agrícolas. Este sim pode vir a ser o grande prejudicado quando as escolhas de safra se baseiam, exclusivamente, no preço das commodities agrícolas, como foi observado nesta última safra.

A redução das áreas cultivadas com trigo, algodão, cerca de 25% cada, escancaram o problema da rotação de culturas. Isso se agrava ainda mais quando pensamos em culturas exclusivas para a adubação verde ou produção de palha, como crotalárias, mucunas, milheto, entre outras,  quando o produtor não enxerga claramente o retorno a curto prazo, visto que seus benefícios são evidenciados em todo o sistema produtivo, não só no balanço financeiro de uma única safra agrícola.

Neste sentido, ambos os cenários previstos serão nebulosos, podendo migrar para catastróficos. Se os preços de milho e soja se mantiverem altos, causando o sucesso financeiro da safra 2012/13, os produtores tenderão a tomar esta como padrão de escolha, culminando nos já mencionados problemas de rotação de culturas, fazendo-nos voltar 10 anos no tempo, caindo na eterna sucessão soja-milho. Por outro lado, se os preços destas duas culturas despencarem, em decorrência da elevação das ofertas interna e externa, o derrotado não será o SPD, mas sim o produtor rural, que por suas escolhas poderá se enterrar em dívidas.

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Maria do Carmo Pereira
14/05/2013 - 18:04
Esse assunto a sociedade deveria prestar mais atenção, pois tal tema não esta relacionado somente as grandes culturas mas também as pequenas culturas do nosso país. Onde o fator de predominância para um cultivo ,está no valor que o mercado estará pagando amanhã por determinado cultivo, sabemos que, para produtor o preço e importante sim ,mas os produtores não podem se tornarem refém do fator preço. Porém acredito se não for implementado uma politica de Gestão aos produtores , levando a forma correta de modelo Gestão de Pessoas e Financeira , onde através um de Sistema de Gestão ERP voltado para agricultura com Controle da Produção e total rastreabilidade da produção , possibilitando que sejam efetuadas analises de dados em tempo real como : Produtividade x Fluxo de Caixa x Planejamento Estratégico, pertinentes e acessíveis a realidade de cada produtor. Portanto o caminho e levar a gestão ao campo, só assim ,quando a mídia comentar de sobe a super safra ai poderes ter orgulho nacional. Pois a super safra a qual tanto a mídia refere se hoje e sinal de preocupação para a sociedade devido a falta de Gestão por parte dos Produtores e do Governo. Caso contrario o Brasil se tornará apenas um seleiro para as grandes multinacionais estrangeiras que estão comprando as terras em todo o país , o que no Futuro não será nada bom para o nosso país.

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