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Feijão  
Feijão vai bem na safra seca
Trabalho revela que a cultura do feijoeiro comum é uma boa alternativa econômica para a safra verão-outono em MS
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Christiane Congro Comas, Embrapa Agropecuária Oeste
06/03/2013

O feijão é um alimento tradicional da mesa dos brasileiros que consomem, em média, 16,5 quilos desse grão por ano. É cultivado por pequenos e grandes produtores em todo Brasil, sendo o Paraná, o maior produtor nacional. Na safra 2012, a produção brasileira foi de 2,8 milhões de toneladas de feijão, em uma área colhida de 2,7 milhões de hectares, com rendimento médio de 1.030 kg/ha, segundo dados do IBGE.

Segundo dados da FAO, em 2011, foram produzidas 3,43 milhões de toneladas de feijão em todo o mundo. Naquele ano, o Brasil foi responsável por 15% da produção de feijão mundial.

Em Mato Grosso do Sul, a época de semeadura mais representativa do feijão é a do período verão-outono

No Estado de Mato Grosso do Sul, segundo dados do IBGE, a produção de feijão na safra 2012 foi de 31 mil toneladas do grão, numa área colhida de 19 mil hectares, com rendimento médio de 1.640 kg/ha. Esses dados revelam que o rendimento médio no estado é 37% superior à média nacional.

Porém, o sucesso das lavouras de feijão, semeado ao longo dos meses de março e abril, com colheita prevista para acontecer a partir de julho, está diretamente relacionada ao planejamento do processo produtivo da cultura nas propriedades, qualidade das sementes e insumos utilizados, tratos culturais e questões climáticas, dentre outros aspectos.

Com o objetivo de fornecer informações que contribuam com a tomada de decisão dos produtores rurais sobre o cultivo de feijão-comum (Phaseolus vulgaris L.), a avaliação dos coeficientes técnicos em sistemas de produção, da estrutura de custos e dos preços, a Embrapa Agropecuária Oeste, por meio do analista Alceu Richetti, divulgou o Comunicado Técnico nº 183, intitulado “Análise da viabilidade econômica do cultivo do feijão-comum, safra 2013, em Mato Grosso do Sul". O material está disponível para download gratuito no site da Embrapa, no endereço eletrônico: http://www.cpao.embrapa.br.

Richetti explica que o feijão comum, apresenta denominações diferentes e pode ser cultivado em três épocas distintas de semeadura: feijão de 1ª época ou “feijão das águas” ou cultivo de primavera-verão; feijão de 2ª época ou “feijão da seca” ou cultivo de verão-outono; e o feijão de 3ª época ou “feijão de inverno” ou cultivo de outono-inverno. Os cultivos do feijão de 1ª e 2ª épocas correspondem a mais de 80% da produção nacional. Em Mato Grosso do Sul, o feijão comum é cultivado nas três diferentes épocas de semeadura, sendo a mais representativa a que compreende o período de verão-outono, ou seja, o “feijão da seca”.

Alceu destaca ainda a importância de se considerar aspectos singulares de cada propriedade, que apresenta particularidades quanto à topografia, fertilidade dos solos, tipos de máquinas, área plantada, nível tecnológico e, até mesmo, aspectos administrativos, que a torna diferenciada quanto à estrutura dos custos de produção.

“O estudo pretendeu avaliar economicamente a cultura do feijão-comum no período de verão-outono, para a safra 2013, em Mato Grosso do Sul”, explica Alceu. Segundo ele, na publicação são apresentadas informações econômicas do processo produtivo de três diferentes sistemas de produção, sendo dois em condição de sequeiro e um irrigado.

O trabalho revelou que a cultura do feijoeiro comum mostra-se como uma boa alternativa econômica a ser mais amplamente cultivada nos sistemas de produção praticados em Mato Grosso do Sul, principalmente na safra da “seca". Demonstrando que o custo médio por saca de 60 kg de feijão variou de R$ 70,70, no nível de menor produtividade, a R$ 57,46, no nível de maior produtividade.

"É interessante salientar que um dos principais fatores para a baixa produtividade do feijão está altamente associado com a baixa utilização de sementes certificadas e fiscalizadas. A maioria dos agricultores ainda utiliza grãos, muitas vezes sendo o principal veículo de entrada de doenças de difícil controle, aumentando o custo de produção. A semente de boa procedência é um dos principais insumos empregados pelos produtores que pode suscitar em maior sucesso do empreendimento", conclui Richetti no comunicado técnico de sua autoria.

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F.Cardoso
07/03/2013 19:49:53
Ha que avaliar também a importância de uma boa cobertura de resíduos a fim de minimizar a evaporação da água em período de chuvas declinantes. Se a cobertura for de braquiária, tanto melhor, uma vez é protetora de alguns fungos. No caso de sucessão, o ideal seria semear feijão sob PD com bastante resíduo de uma gramínea de ciclo curto, para evitar leguminosa após leguminosa.

Thomas Tafner
09/03/2013 10:37:50
Seria viável mesmo com o alto índice de mosca branca , em quase todas as regiões produtoras de leguminosa?

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2 comentários

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