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Marcelo Pimentel
07/05/2014
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Produto difícil de ser encontrado no mercado e muito valorizado, podendo chegar a custar R$ 120,00 o litro, o mel de abelhas sem ferrão é apenas mais um dos subprodutos oriundos da meliponicultura e que podem ser comercializados. Própolis, pólen e as próprias colônicas também contam com um bom valor de mercado.
Diferentemente da apicultura, que usa abelhas com ferrão (africanizadas), a meliponicultura trabalha com abelhas nativas do Brasil. O rendimento por colmeia é bem menor que o das abelhas com ferrão. Porém, em função de sua facilidade de manejo, a criação de abelhas sem ferrão pode ocorrer de forma bem adensada, com um grande número de colônias em uma mesma área.

Manejo das abelhas não requer o uso de equipamentos de segurança e instalações são de baixo custo
Existem dezenas de espécies nativas do Brasil, como a jataí, a jandaíra e a uruçu, e sua criação, que dispensa, além dos equipamentos de segurança, uma dedicação exclusiva ou grandes investimentos, pode contribuir com a formação de renda dos pequenos produtores e ainda melhorar a qualidade nutricional na dieta dessas famílias pelo consumo dos diversos produtos da meliponicultura, como o mel e o pólen.

Mel é menos doce e muito valorizado no mercado
De acordo com o pesquisador Ricardo Costa Rodrigues de Camargo, especialista em Apicultura e Meliponicultura, do Núcleo de Agroecologia da Embrapa Meio Ambiente, a meliponicultura oferece ainda a polinização de várias culturas, aumentando a produtividade e qualidade de frutos e sementes.
A respeito dos preços, Camargo explica que, de maneira geral todos os méis de abelhas sem ferrão são bem valorizados podendo variar em média de R$ 40,00 a R$ 120,00 o litro dependendo da região e época do ano.
“Na Região Sudeste, o mel mais comum é o da jataí e sendo uma abelha bem pequena, tem uma produção menor (em média 1 litro/colônia/ano) em relação ao das abelhas maiores (meliponas) como uruçú, mandaçaia, tiúba e, portanto, pode atingir valores bem elevados. Já nas regiões Norte e Nordeste os méis de uruçú, tiúba e jandaíra são os mais comumente encontrados. Desconfie caso o valor do mel de abelha sem ferrão esteja próximo do valor do mel de abelhas africanizadas, pois pode estar adulterado ou ser falsificado”, alerta
Em entrevista exclusiva ao Portal Dia de Campo, o pesquisador fala mais detalhadamente sobre a atividade e orienta quem estiver interessado em começar uma criação. Ouça a íntegra da entrevista.
Reportagem exclusiva originalmente publicada em 07/03/2013
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