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Um total de 18.347 propriedades rurais produtoras de leite. Um rebanho de 237.151 animais. A produção de 561 milhões de litros e uma renda de R$ 306 milhões ao ano. Os números na região de Santa Rosa (RS) são oferecidos pela Emater/RS e surpreendem. Por conta disso, os municípios de Entre Ijuís e Mato Queimado receberam dois dias de campo com o objetivo de oferecer informação sobre sistemas de irrigação e de armazenamento de água para os períodos de pouca precipitação que todos os anos causam sérios prejuízos à bovinocultura leiteira local.

As unidades de observação foram instaladas pela gerência de cada município da região e os produtores foram acompanhados de perto para que suas propriedades servissem de modelo a outras. De acordo com o gerente regional adjunto da Emater/RS, Jair Domenighi, Santa Rosa tem tradição de mais de 30 anos na pecuária leiteira. E que o programa pró-irrigação do Governo do Rio Grande do Sul favorece a construção de microaçudes e cisternas justamente para a reserva de água voltada aos sistemas de irrigação de pastagens.
— A partir de 2010 já estamos instalando alguns sistemas. A Emater recomenda o sistema de irrigação fixo por aspersão para os agricultores familiares, desmistificando a idéia de que este é usado apenas em grandes propriedades. Nós convivemos com um período de estiagem na região. Em Mato Queimado, temos uma propriedade de 10 hectares, com a grama Tifton, forrageira utilizada no sistema através do pastoreio rotativo. Com a irrigação conseguimos incrementar a produção podendo até dobrar o número de animais por hectare — ressalta Jair, completando que pequenas, médias ou grandes propriedades terão que conviver com tecnologias irrigatórias por conta da má distribuição de chuvas em Santa Rosa.
O gerente da Emater ainda destaca a irrigação por aspersão como facilitador do trabalho dos pecuaristas, com a diminuição de mão de obra e o facilitamento de recursos tecnológicos, visto que os aspersores podem ser deslocados para os mais diversos locais da plantação. Como solução para as reservas de água, a construção de microaçudes, abastecidos pelo escorrimento superficial das bacias, pode ser feita tanto em até cinco hectares de lâmina d’água como em terrenos de 1000 a 2000 metros quadrados. Já as cisternas tem água captada dos telhados das instalações. Jair Domenighi apenas aconselha os pecuaristas a procurarem o escritório da Emater/RS para que as obras sejam executadas dentro da legislação ambiental que não permite que cursos de água sejam interceptados.
O dia de campo ainda apresentou outros aspectos da bovinocultura leiteira. Entre os destaques, esteve a apresentação de cuidados para a prática da criação da terneira. Jair salienta que em 30 anos de trabalhos não foi dada a devida atenção aos animais com até 18 meses de idade.
Para mais informações, o interessado deve entrar em contato com a Emater/RS através do telefone (55) 3512-6249.

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