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| Feijão |
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| Feijão para exportação tem preço estável |
| Mercado internacional exige grãos graúdos e longos, mas produtores que exportam têm obtido sucesso |
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Kamila Pitombeira
08/12/2011
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Com a vantagem da baixa oscilação de preços, o feijão destinado à exportação pode ser uma boa alternativa para os agricultores brasileiros, alguns já dentro desse mercado de sucesso. A procura é grande, mas é preciso estar atento às exigências, bem diferentes das nacionais. Para começar, o produtor deve procurar a orientação de instituições competentes, além de focar na finalidade do produto. Só assim é possível direcionar o manejo adequado. No entanto, uma coisa é certa: o mercado internacional exige grãos graúdos. Já a certificação, pode ser um diferencial dependendo de cada caso.
Segundo Michela Okada, analista da Embrapa Arroz e Feijão, a atual conjuntura do feijão para exportação, tem, basicamente, dois segmentos no Brasil. Um deles é o feijão destinado à comunidade de brasileiros vivendo em outros países, onde se exporta muito o feijão carioca. Outro segmento é a população local. No entanto, poucos são os produtores que exportam o feijão. Os que exportam, têm conseguido sucesso.
— Uma grande vantagem da exportação em relação ao mercado interno é a estabilidade de preços, mesmo com a variação cambial. Os preços internacionais são mais estáveis, mas existe o problema da variação cambial. Além disso, se o produtor cultivar uma variedade que existe em muitos mercados consumidores, ele sempre terá um comprador — afirma a analista.
Michela fala da importância do bom manejo da cultura dentro da porteira. Para ela, dependendo do país que vai adquirir o grão, o produtor deve buscar uma finalidade diferente. De acordo com ela, o produtor pode vender a granel ou em lata, por exemplo. No segundo caso, um aspecto de qualidade importante é o grão estar intacto, o que está relacionado com o manejo no campo.
— O volume de produção também é relevante. Se o produtor tem 50t de feijão para exportação, mas o cliente precisa de 2000t, ele não conseguirá vender. Portanto, um fator importante é alcançar um bom volume de produção anual — explica.
Já entre as exigências internacionais, o tamanho do grão é prioridade. Michela conta que, em geral, um grão de maior valor agregado é o arredondado, dependendo da variedade de feijão. Se for branco alúbia, por exemplo, prefere-se o graúdo longo. Quando o assunto é a certificação, a analista fala que ela é importante para a produção do feijão orgânico.
— No entanto, isso depende muito do país para o qual o produto será exportado — diz.
Ao decidir exportar
Se o produtor conta com recursos e quer começar com uma estrutura completa, a analista orienta a buscar apoio de órgãos públicos, como o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. No entanto, existe ainda o pequeno produtor, que deseja entrar no negócio, mas não tem ideia do que fazer. Nesse caso, é recomendado procurar uma associação ou cooperativa que já trabalhe com exportação.
— Tanto para um quanto para outro, um ponto importante é a existência de grupos comerciais de feijão de interesse para exportação. Isso é obtido com corretores internacionais, pois cada país importador tem uma demanda diferente — afirma.
Para mais informações, basta entrar em contato com a Embrapa Arroz e Feijão através do número (62) 3533-2110.

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Daniel Amorim Vieira
12/12/2011 09:17:12
A busca por mercados externos para comercializaþÒo do FeijÒo brasileiro Ú de grande importÔncia para a valorizaþÒo do produto que estß na mesa de todos os Brasileiros, inclusive agora tambÚm aqueles que se encontram no exterior.
Daniel Amorim Vieira, graduando em Engenharia Agron¶mica pela Universidade Federal do Vale do SÒo Francisco.
Osmira Fátima da Silva
12/12/2011 15:38:18
Muito interessante essa matÚria sobre exportaþÒo de FeijÒo brasileiro!... A prop¾sito, a Embrapa Arroz e FeijÒo estß no ramo desse Neg¾cio? + interessante saber o volume para atender aos brasileiros que estÒo no exterior!? E onde se concentra a demanda, para justificar esforþos para atendÛ-los? TambÚm, Ú importante considerar o custo de produþÒo desse feijÒo que visa exportaþÒo... Quanto custa??? A pesquisa na Embrapa Arroz e FeijÒo, ainda segue os determinantes de ordem produtiva vinculada, essencialmente, aos problemas inerentes Ó cultura, ou nÒo!? Isso, Ú bom saber!... E, os especialistas em agroneg¾cio e do feijÒo, nÒo estÒo espalhados, a serviþo, nas empresas privadas? Eles estÒo realmente interessados e comprometidos com esse neg¾cio? Conforme a redaþÒo, fala-se de comÚrcio de grÒos de alcance exterior, com base experimental ou concreta!?... O MinistÚrio do Desenvolvimento, Ind·stria e ComÚrcio Exterior deve possuir todas essas informaþ§es, com base nas empresas que se encarregam desse neg¾cio, ou nÒo!? Particularmente, nÒo tenho essas respostas e como qualquer leitor tenho curiosidades!
Obrigada, Osmira.
Michela
27/12/2011 14:46:15
Respondendo Ós quest§es da leitora Osmira:
A prop¾sito, a Embrapa Arroz e FeijÒo estß no ramo desse Neg¾cio?
A Embrapa Arroz e FeijÒo tem trabalhado no desenvolvimento de cultivares com potencial para exportaþÒo. Atualmente, contamos com duas cultivares para esse mercado: BRS Embaixador, do grupo internacional Dark Red Kidney (grÒos de cor vermelho escuro, gra·dos e de formato que lembram um rim) e BRS Executivo, do grupo internacional tipo Cranberry (grÒos rajados).
+ interessante saber o volume para atender aos brasileiros que estÒo no exterior!? E onde se concentra a demanda, para justificar esforþos para atendÛ-los?
O ·nico instrumento oficial e nacional que tenho conhecimento sobre volume de feijÒo para exportaþÒo Ú o Aliceweb, ferramenta do MinistÚrio do Desenvolvimento, Ind·stria e ComÚrcio (MDIC). Infelizmente, os dados sÒo apresentados de modo mais geral, nÒo permitindo a separaþÒo detalhada por grupo comercial. Assim, cada ind·stria exportadora possui seus pr¾prios n·meros, que nÒo sÒo tornados p·blicos. Levantamento realizado pela Embrapa Arroz e FeijÒo junto a profissionais do setor indicam paÝses com concentraþÒo de brasileiros como destinos do grupo carioca, como Estados Unidos, Europa e JapÒo. Com relaþÒo ao grupo preto, Ú impossÝvel precisar o n·mero de consumidores brasileiros, uma vez que esse grupo tambÚm Ú consumido pela populaþÒo local dos paÝses de destino.
TambÚm, Ú importante considerar o custo de produþÒo desse feijÒo que visa exportaþÒo... Quanto custa???
O custo de produþÒo do feijÒo, independentemente de ser para exportaþÒo ou consumo interno, depende de uma sÚrie de fatores, como ambiente, cultivar e sistema de produþÒo (exemplos: mÒo-de-obra e manejo de pragas, doenþas e plantas daninhas).
A pesquisa na Embrapa Arroz e FeijÒo, ainda segue os determinantes de ordem produtiva vinculada, essencialmente, aos problemas inerentes Ó cultura, ou nÒo!? Isso, Ú bom saber!...
Como esta Ú uma questÒo que nÒo trata diretamente de exportaþÒo de feij§es, peþo Ó leitora que entre em contato direto com o Serviþo de Atendimento ao Cliente (SAC) da Embrapa Arroz e FeijÒo e solicite o esclarecimento. O telefone Ú 62 3533 2110 ou email sac@cnpaf.embrapa.br.
E, os especialistas em agroneg¾cio e do feijÒo, nÒo estÒo espalhados, a serviþo, nas empresas privadas? Eles estÒo realmente interessados e comprometidos com esse neg¾cio?
Esta Ú uma pergunta difÝcil de ser respondida, pois como em qualquer cultura Ú de se esperar que haja todo tipo de profissionais, desde os ôinteressados e comprometidosö como mencionou a leitora, atÚ os que especulam.
Conforme a redaþÒo, fala-se de comÚrcio de grÒos de alcance exterior, com base experimental ou concreta!?...
Base concreta.
O MinistÚrio do Desenvolvimento, Ind·stria e ComÚrcio Exterior deve possuir todas essas informaþ§es, com base nas empresas que se encarregam desse neg¾cio, ou nÒo!?
O MDIC possui informaþ§es sobre o ôprocesso de exportaþÒo de produtos ô, nÒo o ôprocesso de exportaþÒo de feijÒo tipo cariocaö, por exemplo. O link sobre exportaþÒo se encontra em: http://www.aprendendoaexportar.gov.br/inicial/index.htm. O MDIC tambÚm disponibiliza para consulta as seguintes informaþ§es, tanto para a exportaþÒo quanto para a importaþÒo: mercadoria, paÝs, bloco Econ¶mico, Unidade da FederaþÒo (Estados e Distrito Federal), via de transporte e porto. O link Ú: http://aliceweb.desenvolvimento.gov.br/. Para ter acesso Ós informaþ§es do Aliceweb, Ú necessßrio fazer o cadastro gratuito.
Espero ter ajudado. Abraþo, Michela
Osmira Fátima da Silva
28/12/2011 14:21:41
Olß, Dr¬ Michela!
Obrigada pelo retorno! Para um leitor curioso e com certo aguþamento para o agroneg¾cio, essas informaþ§es e esclarecimentos colaboram para provßveis planejamentos e tomadas de decis§es em busca de melhores oportunidades de incremento de renda a partir do campo,principalmente, para aqueles incansßveis, persistentes e destemidos produtores de feijÒo desse nosso imenso paÝs... Pelo exposto e detalhado, de certa forma, o Brasil, estß pronto para exportar feij§es... E, conforme colocado por V.S¬ "a Embrapa Arroz e FeijÒo tem trabalhado no desenvolvimento de cultivares com potenciais para exportaþÒo, e conta, atualmente, com duas cultivares para esse mercado: BRS Embaixador, do grupo internacional Dark Red Kidney (grÒos de cor vermelho escuro, gra·dos e de formato que lembram um rim) e BRS Executivo, do grupo internacional tipo Cranberry (grÒos rajados)", o que confirma a missÒo da Empresa em pesquisar para solucionar problemas, inerentes Ó produþÒo, rumo Ó inovaþÒo! Quanto Ós quest§es de transaþ§es comerciais e sucesso no mercado das exportaþ§es, obviamente, entendemos que irÒo depender, alÚm, de todo um processo a ser formalizado, junto aos ¾rgÒos competentes, da coragem do proponente investidor, comumente, implÝcita em qualquer empreendimento! Dificilmente, a especulaþÒo e o oportunismo deixarÒo de serem problemas!...
Foram importantes suas dicas aos leitores e interessados, especialmente, para mim!
Um abraþo, Osmira.
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