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     12/11/2019            
 
 
    

O descaso das autoridades em relação ao alerta lançado pela Câmara Setorial em Novembro de 2009 ocasionou enormes prejuízos aos produtores e causará em breve aos consumidores também. Em Janeiro, os preços de venda nas fontes de produção estiveram ao redor de R$ 45 por saca de 60 kg e, em Fevereiro, não passou de R$ 50. 

Como houve baixa produtividade os produtores arcaram com prejuízos em relação ao prometido preço mínimo de R$ 80. Ainda mais, plantaram dentro da promessa e anúncios do governo que receberia 390 sacas, o que já seria pouco em relação as 750 sacas de 2009. Em Fevereiro de 2010 com a safra praticamente colhida em sua totalidade o produtor que já se encontrava abandonado recebe a noticia que a Conab decidiu, unilateralmente, sem ouvir a Câmara Setorial, baixar para 250 sacas, o que é uma afronta a sofrida classe produtora. 

O desdobramento de ações inconsequentes é que na segunda safra a área diminuirá sensivelmente. Já sobram sementes que não foram comercializadas denunciando, assim, que a ação desastrada da Conab irá refletir imediatamente na segunda safra e acarretará em diminuição da oferta encarecendo sobre maneira o preço do feijão para benefício de uma menor quantidade de produtores que arriscou plantar. 

É digno de nota que até mesmo a burocracia, por exemplo, na regional do Paraná da Conab não tem pessoal suficiente em caso da necessidade de fazer AGF. Quanto menor a quantidade maior o trabalho e apenas três pessoas estão sobrecarregadas com o trabalho naquela unidade fazendo com que os processos levem 45 até 60 dias para serem finalizados. Além de que, imediatamente, na medida em que estes fatos sejam de domínio público por várias razões os preços vão começar a elevar-se. Nem de longe isto significa solução do problema, pois os produtores que tem estoques de mercadoria já depreciada pelo passar do tempo em Minas Gerais, Goiás, Bahia, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul  irão continuar tendo dificuldades de comercialização. Inúmeros já venderam o seu produto muito abaixo do preço mínimo. O fato de que o governo não se manifestou em Dezembro, Janeiro e Fevereiro - exatamente durante a época do plantio da segunda safra - ocasionará diminuição de oferta mais adiante. Ainda  no segundo semestre, teremos preços elevados aumentando  a cada dia  o descrédito  por parte da sociedade rural nas promessas governamentais dificultando em algum momento futuro o abastecimento, refletindo, por outro lado em inflação para o consumidor. 

O que os produtores desejam são regras claras. Se não há recursos para cumprir as promessas,  não as façam. Não induzam a pesados prejuízos os sofridos produtores brasileiros. 

As sugestões do Ibrafe são: 

Que tenhamos claramente o montante dos recursos que serão aplicados em AGF – aquisição do governo federal nos diferentes estados -  e que os produtores possam adquirir o direito de entregar determinada quantidade adquirida em Leilão de Opções via bolsa. 

Que haja estudo para que o preço mínimo seja variável por região e por safra, pois existem variações de custo de produção nas diversas regiões.

Que haja estudo sobre a possibilidade de termos preços diferenciados por variedade, s para que haja incentivo para produção de feijão preto e rajado que tem mercados e preços distintos.

Que se faça uma consulta interna para a cadeia produtiva para a pertinência de incentivarmos o plantio de variedades exportáveis,  que podem facilmente encontrar mercado externo no caso de sobra no mercado interno, e também podem ser facilmente importadas e consumidas no Brasil

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