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Os marcadores moleculares são uma nova tecnologia que consegue identificar genes específicos no DNA dos bovinos através de uma simples amostra dos pelos dos animais. A ferramenta moderna, lançada há pouco mais de dois anos no Brasil, agiliza o processo de confirmação de características para melhoramento genético e garante mais precisão. É possível fazer o exame já no período de desmama dos bezerros e saber, em cerca de 30 dias, se o animal tem potencial para ser bom reprodutor de futuras gerações. Os maiores benefícios são a rapidez do processo de melhoramento genético e a precisão nos resultados de identificação de genes.

A tecnologia já está disponível para a maioria das raças criadas no Brasil. A empresa Merial desenvolveu diversos painéis de marcadores moleculares que se adaptam a cada tipo de raça. Existe o painel para as raças de corte taurinas como Angus, Hereford e Charolês, outro para raças de corte zebuínas como o Nelore, assim como as raças de leite taurinas como Holandês e Jersey, além de raças de leite zebuínas como Gir e Girolando. Os painéis são diferentes porque as características importantes para cada raça e os marcadores moleculares envolvidos no exame são diferentes para cada tipo de gado.
— Marcadores moleculares são uma tecnologia nova usada como uma ferramenta de melhoramento genético. Ele nada mais é do que um ponto de identificação na leitura do DNA do animal que mostra uma variabilidade para uma determinada característica. Com a identificação deste gene, a gente enxerga um ponto favorável daquele animal que vai manifestar esta característica ou transmitir isto para gerações futuras. Ela proporciona ao produtor uma antecipação de tempo. Com um exame de DNA através de uma simples coleta de pelo retirada da calda deste animal a gente identifica o grau de potencial para determinadas características. Com isso, o produtor pode tomar uma decisão mais acertada em relação a este animal. A gente mantém ele na seleção e orienta acasalamento ou já descarta ele. O produtor consegue refinar o processo de seleção — explica Guilherme Gallerani, gerente nacional do Igenity, da Merial.
Gallerani é um dos palestrantes do 2º Fórum de Melhoramento Genético Aplicado em Zebuínos, que acontece durante a ExpoGenética 2010, de 14 a 22 de agosto, em Uberada, Minas Gerais. Durante o evento ele vai falar sobre as novidades da tecnologia e explicar como funciona a metodologia. A coleta da amostra que precisa ser mandada para análise é simples. O produtor só precisa arrancar um tufo de pelos da calda do animal, cerca de 20 a 30 fios, colar esse material em um cartão com identificação e enviar a coleta para o laboratório que fará a análise do DNA. O resultado do exame fica pronto entre 30 e 40 dias. Gallerani explica que os pelos não podem ser cortados, eles precisam ser arrancados do animal porque é através da raiz do pelo que as células são retiradas para o exame. O Igenity disponibiliza um kit para coleta com um cartão coletor específico para a atividade.
— Esta tecnologia tem diversas funcionalidades, uma delas é a de seleção, mas nesta mesma mostra de DNA é possível que o produtor faça também teste de paternidade, individual ou em rebanhos múltiplos. É uma ferramenta que, no futuro, vai se prestar também à rastreabilidade por DNA. Estamos ainda iniciando neste mundo dos marcadores moleculares, mas a tecnologia já está à disposição dos produtores. É só entrar em contato conosco pelo site www.igenity.com.br, onde ele vai poder buscar informações de contato de coordenadores pelo Brasil todo, ou diretamente pelo telefone de São Paulo que é o (19) 3578-5108 — informa Gallerani.
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