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Sanidade Animal    
Boas práticas de vacinação
Garante a saúde do rebanho e a lucratividade do negócio
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Ourofino
19/04/2011

A vacinação é um dos métodos mais eficazes na prevenção de doenças. No Brasil, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) preconiza a vacinação obrigatória para algumas doenças como febre aftosa, raiva e brucelose. A prática de vacinação contra clostridioses, rinotraqueíte infecciosa bovina (IBR), diarreia viral bovina (BVD), leptospiroses, entre outras, previne vários prejuízos causados por elas.

Como vacinar

A aplicação correta da vacina influencia no resultado e garante a saúde do rebanho. Uma boa resposta vacinal depende da qualidade da vacina, da resposta imune do animal e do processo de vacinação, que deve ser feito corretamente.

Um ponto primordial é adquirir produtos confiáveis (fabricantes idôneos), de alta qualidade, eficácia e segurança. Os pecuaristas devem sempre consultar um médico veterinário. Não é recomendado vacinar animais doentes, debilitados e estressados (ex.: estresse de transporte e desmame).

O processo de vacinação deve ser conduzido de uma maneira tranquila, de preferência nos horários mais frescos do dia.

A vacina deve ser mantida em geladeira (temperatura correta de conservação entre 2° e 8° C).

Durante o processo de vacinação, as vacinas também devem estar refrigeradas (em caixa de isopor com gelo, por exemplo). Não guardar as vacinas em congelador. Agitar o frasco antes de usar. Não guardar frascos abertos, utilizar todo o conteúdo. Sobras de vacinas devem ser destruídas.

Utilizar seringas e agulhas limpas e esterilizadas. Cuidados com a contaminação de todo o material, pois poderá causar abscessos nos animais vacinados.

Durante a vacinação, é recomendado sempre trocar de agulha. As agulhas com ponta romba, com sujidades, contaminantes ou que tenham caído no chão devem ser substituídas.

Em animais primovacinados (vacinados pela primeira vez), a dose reforço é muito importante para a obtenção de níveis ótimos de proteção.

Para que o animal produza os anticorpos necessários à sua proteção, é imprescindível que seja vacinado em condições de saúde e que não esteja sob administração de medicamentos imunossupressores, por exemplo, com corticoides.

No Brasil, os animais são vacinados principalmente contra as seguintes enfermidades:

Febre aftosa

A vacinação contra febre aftosa é obrigatória em todos os Estados, exceto Santa Catarina. Todas as vacinas são inativadas e acrescidas de adjuvante oleoso. O calendário é determinado pelo MAPA.

Brucelose

A vacina contra brucelose é feita em dose única e somente em fêmeas entre 3 e 8 meses de idade, com amostra B19 de Brucella abortus. A vacinação deve ser feita sob orientação de um médico veterinário responsável, de acordo com a legislação vigente.

Clostridioses

Ourovac® Clostridium deve ser aplicada em todos os animais, pois as clostridioses causam a mortalidade rapidamente e são impossíveis de serem erradicadas, já que os esporos das bactérias estão disseminados no ambiente.

A primeira dose é recomendada a partir dos dois meses de idade com reforço 30 dias após em bezerros filhos de mães vacinadas. Caso a mãe não tenha sido vacinada e a região seja de alto desafio, a primeira dose pode ser feita com duas semanas de idade, e o reforço após 30 dias. Neste caso é recomendado fazer a revacinação aos seis meses. Recomenda-se revacinar todos os animais anualmente.

Botulismo

A vacinação contra o botulismo é feita em regiões onde haja sua ocorrência. Geralmente recomenda-se o uso de duas doses iniciais com quatro a seis semanas de intervalo e a seguir uma dose anual em todo o rebanho.

Leptospirose

A primeira dose da vacina contra leptospirose deve ser aplicada entre quatro e seis meses de idade, com reforço após quatro semanas. Todo o rebanho deve ser vacinado a cada seis meses ou em intervalos menores, a critério do médico veterinário.

Raiva bovina

A vacinação contra raiva bovina é feita em regiões onde existem colônias permanentes de morcegos hematófagos (sugadores de sangue). A vacinação se torna obrigatória em 100% dos animais quando aparecem focos esporádicos da doença, em certas regiões. A aplicação da vacina é anual e todo o rebanho deve ser vacinado, independente da idade. O esquema recomendado é de duas doses iniciais, com intervalo de 30 dias e revacinação anual de todos os animais.
A vacinação dos bovinos deve ser associada à imunização dos demais animais existentes na propriedade, tais como cães, gatos, equídeos, suínos, caprinos e ovinos.

IBR, BVD

Recomenda-se a vacinação aos três meses de idade, com reforço após quatro semanas e revacinação anual em dose única. É importante vacinar os animais em reprodução um mês antes do início da estação de monta.

Procedimentos de vacinação

O procedimento de vacinação deve ser planejado com antecedência para evitar falhas no manejo na data programada.
Antes da vacinação deve ser feita uma inspeção no tronco de contenção para verificar e recolher materiais que possam causar lesões nos animais, como pontas de madeiras e pregos.
Deve-se estabelecer o cronograma para a vacinação e determinar o funcionário responsável pela atividade, desde separar o gado até o retorno dos animais ao pasto.

Aplicação da vacina

O local da aplicação deve ser sempre na tábua do pescoço, evitando outras partes do corpo como cupim, lombo, dorso e prega da cauda.
Para a aplicação subcutânea, a seringa deverá ser posicionada paralelamente ao pescoço do animal. A pele deverá ser puxada, formando uma prega, onde será introduzida a agulha para aplicação da vacina. Após a vacina aplicada, aguarde um segundo para que não haja refluxo.
Para aplicação intramuscular, a seringa deverá ser posicionada perpendicularmente ao pescoço do animal.

Soltura do animal e repetição do processo

Observações durante o processo de vacinação:
- De tempos em tempos, verificar a caixa de isopor (se ainda permanece gelada).
- A cada cinco a dez animais, trocar a agulha. Colocar as agulhas utilizadas no recipiente com água fervendo e retirar conforme a necessidade do uso.
- Ao final da vacinação, observar os animais para identificar possíveis reações adversas.
- Após o uso, fazer a lavagem e desinfecção da pistola e agulhas. Retirar a agulha e desmontar a seringa cuidadosamente, colocando as peças em um recipiente com uma solução com CB-30 TA.
- Lavar todas as peças cuidadosamente com uma escova e esponjas limpas.
- Colocar as peças em um recipiente com água e deixar ferver por 15 minutos.
- Retirar todas as peças da água fervente e colocar sobre uma toalha de papel; lembrar de mantê-las cobertas enquanto as peças secam. Após todos os procedimentos e pistola completamente seca, montar a seringa e guardá-la frouxa. Lubrificar com óleo específico indicado pelo fabricante. Recomenda-se guardar a seringa lubrificada e lavar antes do uso. Não é indicado fazer a lubrificação antes da vacinação para que não ocorra mistura com a vacina. Guardar o equipamento em local limpo, fresco e organizado.

Uma vacinação adequada, de acordo com a orientação do médico veterinário e com as boas práticas garante a saúde do rebanho e a lucratividade do negócio.

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Murilo Bichuette
19/04/2011 13:41:14
Ëtimo material. ParabÚns aos autores!

manoel fernandes
29/10/2014 20:24:14
POR QUE A VACINA EM ALGUNS ANIMAIS PROVOCAM REAÇÃO OU UM CAROÇO SEM PUS

Graciela Braccini
27/10/2015 16:00:59
Material bem elaborado. Parabéns!

Loureiro
27/05/2016 16:15:08
Para que a mateira ficasse completa seria melhor se tivesse sido colocado a quantidade em ml. para cada tipo de vacina.

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4 comentários
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