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Plantio Direto      
Plantio Direto: a tecnologia que revolucionou a agricultura brasileira
Livro lançado no ShowRural 2015 narra a trajetória de Herbert Bartz, de Rolândia; Franke Dijkstra, de Castro; e Nonô Pereira, de Ponta Grossa
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Vacy Álvaro, WRA
06/02/2015

Nos últimos anos, a agricultura brasileira vem batendo sucessivos recordes de produção. Grande parte destes resultados positivos podem ser creditados a uma prática agrícola que começou a ser usada experimentalmente no Paraná ainda na década de 70: o sistema de plantio direto.

No primeiro dia do Show Rural 2015, três pioneiros da utilização desta técnica foram homenageados e são os personagens principais do livro “Plantio Direto: A tecnologia que revolucionou a agricultura brasileira”, lançado pela Itaipu Binacional com o selo da Editora Parque Itaipu, da Fundação Parque Tecnológico Itaipu.

A obra narra a trajetória de Herbert Bartz, de Rolândia; Franke Dijkstra, de Castro; e Nonô Pereira, de Ponta Grossa. Para o desenvolvimento da obra, a binacional teve apoio técnico da Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha (FEBRAPDP). Durante a solenidade, o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek, destacou a importância ambiental e o aperfeiçoamento constante deste tipo de técnica:

“A gratidão é uma coisa dos deuses... fantástica! E poder no Show Rural, na sua 27ª edição, prestar uma homenagem àqueles que no início da década de 1970 viram o Paraná se derretendo, a erosão consumindo um dos maiores patrimônios que nós temos que é a nossa terra, contaminando os rios, assoreando os reservatórios... de repente três agricultores, através da inovação, da instigação, passaram a produzir sem remover o solo.  O rio parecia uma corrente sanguínea, ficava vermelho a clamar, dizer 'gente, olha o que vocês estão fazendo comigo, olha como vocês estão me tratando”... e poder ter a possibilidade ímpar de homenageá-los em vida eu acho que é uma coisa extraordinária porque nós somos muito gratos a estes três pioneiros do plantio direto”.

Um dos temas abordados no livro é o Índice de Qualidade de Plantio (IQP) que teve a metodologia elaborada pela Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha (FEBRAPDP) e um sistema web desenvolvido pelo Centro Internacional de Hidroinformática (CIH). Com a adaptação de planilhas de cálculo, a ferramenta permitiu que agricultores e consultores lançassem os dados de campo e recebessem as informações da parcela de lavoura analisada.

O livro teve a coordenação editorial de Paulino Motter e Herlon Goelzer de Almeida, assistentes da Direção Geral de Itaipu. De acordo com Herlon, o livro será uma ferramenta importante para o futuro da agricultura nacional:

“Acho que é uma contribuição enorme que a Itaipu Binacional dá a toda sociedade brasileira que é reconhecer o pioneirismo do Franke Dijkstra, do Nonô Pereira e do Herbert Bartz que foram aqueles que semearam a iniciativa tecnológica que hoje domina todo o sistema de produção brasileiro. O livro representa esse simbolismo de relatar como foi o início do plantio direto no Brasil pelas mãos desses pioneiros e para que isso fique eternizado para conhecimento de todos agricultores, filhos de agricultores, estudantes, que possam conhecer essas pessoas e fazer com que o trabalho deles avance ainda mais e que cada vez qualifique mais a agricultura brasileira”.

No Brasil, o sistema de plantio direto ganhou força a partir dos anos 70, quando houve a instalação de indústrias de moagem de soja no Paraná, mais especificamente na região de Ponta Grossa. Com isso, o uso do solo ficou bem mais intenso. O panorama exigiu uma solução para diminuir os prejuízos de perda do solo em decorrência das chuvas de verão, segundo Nonô Pereira, um dos pioneiros. Ele ainda lembra da descrença inicial em relação à técnica:

“Cada vez nós tínhamos mais áreas marginais dentro da propriedade e isso foi nos levando a um momento de tomar outra decisão. Nós tínhamos que procurar outro  caminho. E assim foi. Alguém falou em plantio direto, nós fomos ver os primeiros folhetos, as primeiras informações, depois fomos para as universidades americanas, e assim conseguimos adequar o sistema às condições da nossa agricultura. Tanto é que nós chamamos plantio direto tupiniquim, porque foi aquele que deu certo para nós, felizmente está instalado há 40 anos e só tem trazido benefícios à classe produtora, ao meio ambiente e outros segmentos. No início nós eramos chamados de visionários, de filósofos e até de loucos, porque era tão grande a limitação das pessoas em assumirem. Mas as novas gerações, as outras gerações que vieram, aceitaram desde a universidade, desde a propriedade e dos cursos técnicos agrícolas vieram fazer parte desta comunidade. E o programa avançou”.

Para aplicar as técnicas do plantio direto, os produtores foram buscar no Estados Unidos referências sobre o até então quase desconhecido sistema no Brasil. Após testes iniciais e adaptações com as características regionais, os primeiros resultados começaram a aparecer. Herbert Bartz, de Rolândia, comenta a importância da integração entre os três vanguardistas no aperfeiçoamento da técnica:

“Eu tive muita sorte de ser o homem certo no lugar certo, mas nunca nós esperávamos que este sistema iria assumir a importância que ele assumiu hoje, principalmente a nível nacional e internacional”.

Franke Dijkstra, do município Castro, ressalta a coragem e firmeza dos pioneiros em desenvolver a técnica já naquele tempo:

“Eu sempre fui otimista mas isso aqui eu nunca sonhei, mas eu sabia que continuar do jeito que estávamos nós estávamos com os dias contados. Então tinha que mudar para alguma coisa. Então fizemos várias tentativas, primeiro de solucionar de uma outra forma, e depois chegamos na única forma que era realmente não mexer na palha. O grande problema é que todo mundo se orienta em cima do conhecimento existente ('isso aqui está escrito assim, está escrito assado'). Você tem que quebrar paradigmas para poder chegar aonde nós chegamos”.

A relação de Itaipu com o plantio direto é antiga. A empresa apoia e divulga a técnica desde 1997, além de desenvolver pesquisas na região Oeste do Paraná. O sistema está sustentado em três pilares: a cobertura permanente do solo durante todo o ano; nunca arar ou gradear o solo; e utilizar rotação de culturas.

Clique aqui, ouça a íntegra da entrevista concedida com exclusividade ao Jornal Dia de Campo e saiba mais detalhes da tecnologia.
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