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Algodão    
Manejo integrado contra as pragas do algodão
Produtores devem se cercar de cuidados contra insetos com escolha de cultivares de ciclo curto, destruição de restos da cultura e monitoramento da lavoura
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Juliana Royo
10/11/2010

A época de plantio do algodão está começando na maioria das regiões produtoras por todo o país e os agricultores precisam ficar bem atentos à lavoura para não terem problemas graves com os danos causados pelos pragas. O algodão é uma cultura que sofre muito com o ataque de insetos e o produtor precisa se cercar de estratégias para se prevenir. O manejo integrado de pragas reúne as melhores formas de controle de forma inteligente para diminuir os custos e não deixar que a produtividade seja reduzida. Algumas medidas simples como a escolha de cultivares de ciclo mais curto, por exemplo, são muito eficientes. O manejo da lavoura também não deve ser menosprezado e a época de plantio mais adequado e espaçamento correto devem ser respeitados porque eles também influenciam no ataque de pragas.

O primeiro passo é escolher uma área de plantio livre da infestação de insetos. Por isso, o mais indicado é que seja feita a rotação de culturas e o produtor não plante algodão seguidamente. Depois deve ser feita a análise de solo e a adubação adequada de forma a suprir corretamente as necessidades da cultura. Uma planta saudável e bem nutrida tem mais vigor para resistir aos ataques dos insetos. Um momento importante é a escolha da cultivar que será plantada na propriedade. A BRS 286 e BRS 293 são alguns exemplos. Com o ciclo mais curto, a planta fica menos tempo exposta na plantação e corre menos riscos. A experiência nas pesquisas e no campo mostra que quanto menor for o ciclo da cultura, menores são os problemas com as pragas.

Na hora do plantio, o agricultor também não pode se descuidar. A densidade do plantio influencia na eficiência da aplicação dos químicos porque se a lavoura estiver com o espaçamento muito reduzido os produtos não conseguem penetração suficiente para fazer o controle necessário. Carlos Alberto Domingues, pesquisador da área de entomologia e chefe de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Embrapa Algodão, explica que o espaçamento adequado é de 80 cm entre linhas e 12 a 10 plantas na linha porque essa densidade permite que a calda do inseticida atinja o inseto direito. A destruição dos restos da cultura também é fundamental porque evita que os insetos continuem sobrevivendo na plantação. Em muitos Estados do país a destruição já é obrigatória por lei.

— O algodoeiro é uma planta que parece que foi feita para atrair insetos. Existem centenas deles que atacam o algodoeiro, sendo que 20 prejudicam a cultura em nível econômico. O bicudo do é a principal praga do algodão, seguido pelo curuquerê que é uma lagarta desfolhadora. Tem também a lagarta rosada, o percevejo rajado, o percevejo manchador e o da raiz. O bicudo do algodoeiro ataca o botão floral do algodão e a maçã. Ele aborta o botão floral, fazendo com que ele caia da planta. Os prejuízos podem chegar a até 60% de perda na produtividade. No caso do curuquerê do algodoeiro, ele ataca a folha do algodão. A lagarta come as folhas da planta e uma vez a planta está sem folhas ela não tem como fazer a fotossíntese e não tem energia suficiente para produzir. O manejo integrado de pragas do algodoeiro consiste na utilização simultânea de diversas estratégias e táticas da lavoura. Você usa o controle cultural, a manipulação de cultivar, controle biológico, controle químico e climático — explica Domingues.

O controle químico deve ser feito com cautela e apenas no momento recomendado com produtos seletivos, que não causem problemas a insetos benéficos. Para isso é preciso que os produtores façam o monitoramento das lavouras com o auxilio dos chamados “pragueiros”. A propriedade deve ser dividida em talhões e 100 plantas de cada área devem ser analisadas. Se o produtor e os funcionários encontraram mais de dez plantas contaminadas pleo bicudo devem fazer a pulverização. No caso do curuquerê, a tolerância é maior. Os químicos só devem ser aplicados quando a incidência da lagarta atingir 22 plantas em cada 100 analisadas. Antes da infestação atingir estes índices não é recomendado que o produtor faça pulverizações porque além de estar agredindo o meio ambiente vai aumentar o seu custo de produção. O agricultor também pode usar o controle biológico com a inclusão de inimigos naturais das pragas na lavoura. Podem ser usados predadores, parasitóides ou patógenos que contaminem os insetos.

— Outro cuidado importante destinado a pequenos produtores de até 5 hectares é a catação de botões florais caídos ao solo porque a fêmea deposita um ovo dentro dos botões. O ovo vai se transformar em uma larva que vai comer todo o conteúdo do botão floral. Catando os botões, você está exercendo um controle e evitando que as larvas que estão dentro deles se desenvolvam e ataquem a lavoura. Temos também o controle climático que pode ser realizado na região do Semiárido, por exemplo. O solo pode atingir até 60º de temperatura e uma vez que o botão cai nesse solo perde umidade e mata a larva do bicudo que está dentro dele. Com isso, a gente pode reduzir o uso de inseticidas — indica.

Clique aqui, ouça a íntegra da entrevista concedida com exclusividade ao Jornal Dia de Campo e saiba mais detalhes da tecnologia.
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